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BeiraNews | Abril 10, 2020

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Sintra investe na requalificação de monumento megalítico de Agualva

José Lagiosa

O projeto de requalificação da anta do Carrascal, em Agualva, vai permitir valorizar este importante monumento megalítico do concelho de Sintra e marca a aposta do município no investimento na arqueologia, disse ontem o presidente da autarquia.

“O museu de Odrinhas está a fazer o trabalho arqueológico e agora vamos fazer a recuperação da zona toda, ligando a área da anta à Casa das Marionetas e fazendo um parque lindíssimo”, afirmou Basílio Horta (PS).

O presidente da Câmara de Sintra, que falava após a assinatura da consignação da empreitada para a requalificação da anta de Agualva, orçada em cerca de 55 mil euros, salientou que se trata do segundo investimento em arqueologia, na sequência do restauro da ponte romana da Catribana.

“Depois de investir no espaço público, depois da requalificação urbana, é altura de fazer um grande investimento na arqueologia, porque o concelho de Sintra é dos mais ricos do país em termos arqueológicos”, disse o autarca.

Para Basílio Horta, o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (MASMO) tem desenvolvido um trabalho de identificação e preservação do património cultural que “reflete muito a riqueza” dos vestígios descobertos no município.

A autarquia vai apostar no lançamento de um programa, até final de 2018, para uma melhor identificação das estações arqueológicas, muitas já conhecidas, e “depois fazer uma triagem” para investir nas mais importantes e “trabalhar para fazer do concelho de Sintra uma referência peninsular” na área da arqueologia, adiantou.

O projeto de recuperação e musealização da anta do Carrascal, na União de Freguesias de Agualva e Mira Sintra, foi desenvolvido em articulação com o MASMO e visa assegurar a valorização patrimonial e ambiental do espaço envolvente ao monumento nacional.

O monumento megalítico, de utilização funerária, incorpora “a tipologia de uma anta formada por câmara, sendo visível vestígios de um possível antigo corredor, tendo ainda sete esteios verticais, maioritariamente partidos e cobertos de vegetação”, esclarece o projeto de requalificação.

Situado no Jardim da Anta, junto à estrada que liga Agualva à Idanha, o monumento será objeto de delimitação da totalidade da sua estrutura, com a consolidação dos elementos que o constituem.

O projeto prevê a criação de um “circuito de observação do monumento com passadiço em madeira, assente no limite exterior da mamoa, a aferir após a escavação arqueológica, que enfatizará a ideia de ‘paisagem sensível e intocável'”, lê-se na proposta de requalificação.

A musealização incluirá informação sobre o material recolhido na escavação da anta e “dados relativos a outro sepulcro megalítico vizinho que, desde a sua descoberta, permanece soterrado sob uma das ruas da localidade – ‘tholos’ da Agualva”, revela o projeto.

A estruturação dos trilhos existentes e a requalificação das duas passagens sobre a ribeira, incluindo limpeza e regularização das margens, também são trabalhos previstos na empreitada.

“É um parque que possibilita a visita, o passeio e usufruir do jardim que está anexo”, sublinhou o presidente da autarquia, acrescentando que o espaço de lazer deverá ser posteriormente objeto de ampliação.

*Lusa

 

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