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BeiraNews | Outubro 15, 2019

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Festival de Arte Urbana da Covilhã sem financiamento para a edição deste ano

José Lagiosa

O WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã não vai realizar-se este ano por falta de financiamento, disse à agência Lusa Lara Seixo Rodrigues, uma das organizadoras deste festival.

“Tivemos de cancelar, porque, apesar de todas as expectativas que nos criam e promessas que nos vão sendo feitas, a verdade é que até esta data não conseguimos apoio nenhum, nem sequer o da Câmara Municipal da Covilhã”, afirmou.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Vítor Pereira, salientou que o município está empenhado em manter o WOOL e à procura de formas alternativas que permitam continuar a realizar este festival, até de forma “mais vasta e impressiva”.

“Não está nem nunca esteve em causa a importância que damos ao WOOL e à intervenção que este projeto promoveu na cidade. Pelo contrário, queremos manter essa intervenção de forma mais vasta e impressiva e, para conseguirmos fazê-lo, estamos à procura de patrocínios e de outros parceiros institucionais ou empresariais que juntem a nós e aos organizadores do WOOL para nos ajudarem a concretizar esse objetivo”, afirmou.

O autarca salientou que estão a ser desenvolvidos contactos nesse sentido e que assim que haja uma resposta positiva se avançará com uma nova edição do WOOL.

“Não sabemos se será ainda este ano, mas assim que conseguirmos estabelecer essas parcerias avançaremos, sempre com a marca do WOLL e dos seus organizadores, a quem, aliás, agradecemos, saudamos e aplaudimos o trabalho que têm realizado”, acrescentou.

Lara Seixo Rodrigues salientou que a organização tem estado a trabalhar no sentido de realizar a edição de 2016 e que até já tinha confirmada a participação de artistas, mas acabou por suspender os planos depois de, em setembro, ter recebido a resposta final do município relativamente à renovação de um apoio pontual realizado em 2015.

“Disseram-nos que não havia dinheiro. Ou seja, apesar de publicamente recebermos elogios, de a nossa intervenção ser uma montra para a cidade e de nos ser dito que a aposta neste festival é para continuar, quando chegou a hora de nos dizerem sim ou não a resposta acabou por ser não”, lamentou.

Esta responsável explicou que, ainda que os artistas participem de forma quase simbólica, tornou-se “impossível avançar”, já que a iniciativa partiu de três jovens que de modo próprio não têm forma de fazer face a despesas de transporte, alojamento ou materiais.

O WOOL já se realizou em 2011, 2014 e 2015. Nas duas primeiras edições conquistou o financiamento da Direção Geral das Artes e no último ano foi realizado com a ajuda do município.

Nas diferentes edições foram intervencionadas várias paredes da zona histórica da cidade, criando-se um circuito de arte urbana em que se encontram obras de artistas como Vhils, Bordalo II, BTOY, Pantónio e Samina, entre outros.

*Lusa

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