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BeiraNews | Outubro 16, 2019

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Mísia canta “Para Amália” no La Cigale em Paris

José Lagiosa

A fadista Mísia apresenta o seu mais recente álbum, o duplo CD “Para Amália”, na sexta-feira, na sala La Cigale, em Paris.

“Este concerto esteve agendado para março passado, mas devido ao clima que ainda se sentia pelos atentados ocorridos em novembro do ano passado, foi adiado, pelo que este concerto, na sexta-feira, é o de apresentação do álbum”, disse Mísia à Lusa.

A fadista está a celebrar 25 anos de carreira discográfica e está previsto o lançamento de um “Best of”, que será um duplo CD com êxitos seus e se intitulará “Do primeiro fado ao último tango”.

A criadora de “O manto da rainha” é acompanhada no palco parisiense pelos músicos Fabrizio Romano, ao piano, Bernardo Couto, na guitarra portuguesa, André Ramos, na viola, e Daniel Pinto, no baixo acústico.

Neste concerto, entre alguns fados do repertório amaliano, Mísia inclui no alinhamento inéditos como “Amália, sempre e agora”, de Amélia Muge, com música de Mário Pacheco, “Uma lágrima por engano”, de autoria da própria Mísia, com música de Fabrizio Romano, “Amália que não existo”, de Tiago Torres da Silva, na música de Carlos Gonçalves, para “Que fazes aí Lisboa”, um poema que Amália gravou no seu último álbum de inéditos, “Obsessão” (1989) e “Madrinha de nossas horas”, de Mário Cláudio, na melodia tradicional do Fado Idanha, de Ricardo Borges de Sousa.

Em maio do ano passado, quando saiu o álbum, em declarações à Lusa, Mísia disse que era “uma prenda para Amália Rodrigues”, e salientou que, para si, “foi importante ter mais de 20 de anos de trabalho num reportório próprio”, antes de abordar o de Amália, apesar de pontualmente ter já cantado temas da fadista falecida em 1999, nomeadamente “Lágrima” (Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves),

“Amália, tal como Edith Piaf ou Billie Holiday, tem territórios que são dela. E, agora, senti que estava mais preparada do que anteriormente para saber construir um repertório que fosse ‘amaliano’, mas pegando nos temas que fossem de raiz, especialmente os poemas que Amália escreveu, que são muito importantes”, justificou a fadista, distinguida com o Prémio Amália Internacional, em 2012.

França tem sido dos países onde Mísia tem atuado com maior regularidade.

*Lusa

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