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BeiraNews | Novembro 18, 2017

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Câmara do Fundão vai criar Centro de Demonstração e Experimentação “Smart Rural”

Câmara do Fundão vai criar Centro de Demonstração e Experimentação “Smart Rural”
José Lagiosa

A Câmara do Fundão vai criar o Centro de Demonstração e Experimentação “Smart Rural”, destinado a empresas que desenvolvam soluções no âmbito da internet para a componente agrícola, disse à agência Lusa o presidente do município, Paulo Fernandes.

“Será um parque de demonstração de internet das coisas e robótica, associado um pouco ao que é a filosofia das ‘smart cities’, mas destinado à componente agrícola e rural. Ou seja, será um centro onde as empresas podem demonstrar, explicar e apresentar os seus novos serviços e produtos, isto em contexto real”, referiu.

O autarca especificou que o novo centro começará a ser instalado a partir de janeiro e que ficará no Seminário do Fundão, propriedade que inclui cerca de 20 hectares de terreno.

Para o efeito, a autarquia já propôs um acordo à Diocese da Guarda (proprietária do espaço) que visa o arrendamento por 25 anos de grande parte do edifício e de toda a área adjacente.

Terrenos que serão disponibilizado às empresas ligadas à internet das coisas e robótica para que aí possam desenvolver a sua atividade aplicada ao meio rural e agrícola.

“A ideia é que essas empresas possam ter no Fundão um polo de criação e de desenvolvimento das novas soluções que tenham ou estejam a criar”, apontou o presidente deste município do distrito de Castelo Branco.

Lembrando que o concelho do Fundão tem uma importante atividade nos setores agrícola e agroalimentar, Paulo Fernandes destacou a relevância que este centro pode ter para o desenvolvimento dessas áreas, bem como para a continuidade da estratégia de atração de empresas de novas tecnologias que este município tem seguido.

Desta forma, o concelho “poderá atrair mais empresas, nomeadamente ‘startup’ que estejam a apostar em soluções tecnológicas”, ao mesmo tempo que está a contribuir para “resolver uma das maiores dificuldades que estas empresas enfrentam, que é a de terem um espaço”.

Paulo Fernandes adiantou que a autarquia já está a estabelecer contactos para dar a conhecer este projeto às empresas nacionais e internacionais e que o “feedback” tem sido positivo.

O autarca não revela quais são as empresas que manifestaram interesse, mas lembra que haverá vários projetos que teriam lugar neste centro, como seria o caso de uma empresa que estivesse, por exemplo, a desenvolver um sistema de rega inteligente para pomares ou a criar sensores para deteção de pragas ou até uma nova geração de máquinas agrícolas para a mecanização de apanha de frutos, entre tantas outras possibilidades.

*Lusa

 

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