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BeiraNews | Novembro 13, 2019

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Sertã assina Protocolo de Cooperação com SerQ e Exploratório de Coimbra

Sertã assina Protocolo de Cooperação com SerQ e Exploratório de Coimbra
José Lagiosa

O Município da Sertã assinou um Protocolo de Cooperação com, o Centro de Inovação e Competências da Floresta (SerQ) e o Exploratório-Centro de Ciência Viva de Coimbra.

A cerimónia contou com as presenças de José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, Paulo Renato Trincão, presidente da Direção do Exploratório, e Paulo Farinha Luís, presidente da Direção do SerQ.

A colaboração entre estas três entidades visa contribuir para o desenvolvimento e dinamização de atividades de ciência, por parte do Exploratório, nos espaços do SerQ e noutros locais do Município da Sertã.

Para José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, a assinatura do protocolo permite a descentralização do conhecimento como forma de ir ao encontro da população.

“Queremos que o conhecimento chegue a toda a população”, referiu o autarca enaltecendo a abertura da Universidade de Coimbra e do Exploratório nesse sentido, frisando que o conhecimento permite melhores decisões às famílias, às empresas e até aos autarcas.

O presidente da Câmara Municipal da Sertã encara a assinatura deste protocolo como um estreitamento de relações entre a Câmara, o SerQ e o Exploratório, com vantagens e mais valias para toda a região e o País.

“Quando se fala de conhecimento não se pode encarar como um custo, mas sim como investimento, pois permitirá maior qualidade de vida”, concluiu José Farinha Nunes.

Paulo Trincão, presidente da Direção do Exploratório – Centro de Ciência Viva de Coimbra, reportando-se às diversas edições dos “Cafés de Ciência” (que se realizam nas últimas terça-feiras de cada mês), referiu que a média de adesão de participantes por sessão ultrapassa largamente o número de participantes em sessões semelhantes realizadas em grandes cidades.

Aquele responsável explica o facto pela qualidade dos oradores que têm vindo à Sertã, investigadores de topo que proporcionam “conversas de topo com uma enorme modernidade e uma enorme frescura”.

“Para o Exploratório, é vital chegar junto das populações e dos nossos públicos”, sublinhou Paulo Trincão, aludindo à rapidez com que é feita a deslocação de Coimbra à Sertã, comparando com o tempo necessário para a deslocação entre Lisboa e Cascais.

Na mesma linha de pensamento, aquele responsável do Exploratório expressou o desejo de ver em Coimbra crianças, jovens e menos jovens de toda a região centro a usufruir das valências daquela estrutura.

Para além dos “Cafés de Ciência”, o Exploratório está a preparar exposições itinerantes e equipamentos para levar a outros locais.

Paulo Trincão aproveitou para transmitir mensagens do Vice-reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, que não pode estar presente devido a um contratempo de última hora.

Sublinhou a importância daquele tipo de ações, na medida em que existe uma comunidade de estudantes que interessa cativar no sentido académico para as universidades, acrescentando que “este trabalho de base é muito importante”.

Disse ainda que a Universidade Coimbra está muito empenhada e bastante satisfeita com os resultados.

Aludindo a uma conversa que teve com o Ministro da Ciência, revelou a intenção de se realizarem Laboratórios de Participação Pública, em que os cidadãos são ouvidos sobre um conjunto de ideias que têm para o desenvolvimento das suas regiões.

Já teve lugar um laboratório em Bragança e é intenção do Ministro que os centros de ciência ajudem de alguma forma a dinamizar esses laboratórios de discussão, com resultados práticos.

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Momento da assinatura do protocolo

Paulo Farinha Luís, presidente da Direção do SerQ, referiu a relevância de despertar o interesse da população para a Ciência de uma forma informal, partindo da ideia de que a Ciência está presente em todas as coisas do dia-a-dia.

Os participantes das sessões têm ficado com alguma ânsia de conhecer e estudar.

Para além dos “Cafés de Ciência”, o Protocolo abrange ainda outras valências: a introdução da Ciência nos programas de atividades direcionadas para os jovens permitindo simultaneamente que os menos jovens possam também interessar-se pela ciência na sua formação pós-período ativo constituindo uma experiência intergeracional. “É relevante desmistificar a Ciência”, frisou Paulo Luís.

Apesar de a investigação científica constituir o objetivo principal do SerQ, está muito presente a valência da formação que pode “levar a que muitos jovens se interessem por esta área e sigam este caminho”, referiu acrescentando que “os resultados dos alunos de Ciências no Agrupamento de Escolas da Sertã têm sido extraordinários”.

 

 

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