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BeiraNews | Abril 7, 2020

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Universidade da Beira Interior pede decisão política para Centro de Competências

Universidade da Beira Interior pede decisão política para Centro de Competências
José Lagiosa

O reitor da Universidade da Beira Interior (UBI), António Fidalgo, pediu hoje que seja tomada “uma decisão política” para que o Centro de Competências de Cloud Computing (computação na nuvem) possa ser uma realidade.

“O apelo que eu faço é que se copiem os bons exemplos (…) e que aqui também se crie um centro de competências que já vem sendo falado há muito tempo e que ainda não foi concretizado, que é o Centro de Competências de Cloud Computing”, afirmou.

António Fidalgo falava durante a sessão pública de discussão do Programa Nacional para a Coesão Territorial (PNCT), que se realizou na Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da UBI, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, e que contou com a presença dos ministros Adjunto, Eduardo Cabrita, e do Ambiente, João Matos Fernandes.

Sem especificar quais têm sido os entraves à concretização deste centro, cujo acordo para a criação foi assinado em setembro de 2015, António Fidalgo estabeleceu um paralelismo com a criação da FCS da UBI, que só foi criada graças à “decisão política” do antigo primeiro-ministro António Guterres.

Este responsável destacou então a importância dos políticos que “sabem e sentem” que uma determinada decisão deve ser tomada, “mesmo quando os técnicos dizem para não fazer”.

António Fidalgo destacou a importância que este centro terá para a própria universidade, para a cidade da Covilhã e para a região, lembrando que é preciso saber tirar partido do potencial que já está instalado na região, designadamente com o Data Center da PT (Covilhã), com a empresa OutSystems (Proença-a-Nova) ou com as empresas que estão no Centro de Negócios do Fundão.

“O que eu peço é que haja também essa capacidade do Governo de tomar a decisão e de criar polos de desenvolvimento para a região e que, portanto, tudo faça para que o centro de competências aqui na UBI seja uma realidade”, reiterou.

Questionado pela agência Lusa no final da reunião, António Fidalgo adiantou que o projeto ainda não passou da fase de análise, apesar de a UBI ter feito aquilo que lhe competia.

“Da nossa parte foi feito aquilo que nos competia, que era propor à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) a Comissão Científica Internacional, mas depois nunca tivemos a resposta das entidades envolvidas. Ou seja, não houve andamento e o projeto mantém-se em análise”, referiu.

O reitor da UBI espera agora que a situação se altere, até porque já tem marcada para dia 13 uma reunião com a CCDRC, em que a questão do “cloud computing” estará em cima da mesa.

Questionado sobre o assunto, Eduardo Cabrita prometeu que dará conta desta reivindicação ao ministro da tutela.

A CCDRC e a UBI assinaram em setembro de 2015 o memorando de entendimento que visava a criação daquele centro de competências, sendo que a assinatura ocorreu mais de um mês depois do inicialmente previsto, já que na primeira data (07 agosto) a UBI recusou assinar o documento por considerar que o mesmo era “discriminatório” relativamente aos acordos estabelecidos com as universidades de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Segundo a explicação apresentada na altura pelo reitor da UBI, em causa estava a não inclusão no acordo da universidade de uma cláusula que figurava nos outros dois documentos e que previa um financiamento de 1,5 milhões de euros anuais.

O valor em causa passou depois a figurar do documento que também foi alvo de alguns ajustamentos noutras componentes e que terão contribuído para demonstrar a viabilidade e a sustentabilidade do projeto, apesar dos “muitos riscos” existentes, conforme referiu, no dia da assinatura do memorando, a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa.

*Lusa

 

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