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BeiraNews | Abril 4, 2020

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Autarcas do Médio Tejo defendem reabertura da base aérea de Tancos para acolher base do Montijo

Autarcas do Médio Tejo defendem reabertura da base aérea de Tancos para acolher base do Montijo
José Lagiosa

A reabertura da Base Aérea de Tancos para acolher naquele polígono militar todas as funções da base aérea n.º 6 do Montijo foi hoje defendida pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), em deliberação aprovada por unanimidade.

Em comunicado, a CIMT defende “o regresso da força aérea ao polígono militar de Tancos”, num altura em que “se perspetiva que a Força Aérea deixe a base aérea n.º 6, no Montijo”, para aí ser instalado o novo aeroporto de Lisboa, tendo afirmado que a “opção natural para sediar as aeronaves de transporte C-130 e C-295, aquando da transferência daquela base, deverá ser o polígono militar de Tancos”, em Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém.

No polígono militar de Tancos, com 150 mil metros quadrados, “realizam-se os treinos de lançamento dos paraquedistas da Brigada de Reação Rápida do Exército, bem como a preparação e projeção de várias Forças Nacionais Destacadas”, pode ler-se no documento aprovado pelos 13 municípios da CIMT, tendo a associação de municípios destacado ser ali “o centro de Portugal, pelo que a futura opção política de dotar a Força Aérea com meios para combate a fogos florestais terá que ter uma sede operacional em local de centralidade” territorial.

“É aqui que existem servidões militares constituídas, espaço livre e público no polígono para poder alargar o Aeródromo Militar e para instalar as diferentes esquadras de transporte da Força Aérea e as suas esquadras de helicópteros”, realçam os autarcas, tendo lembrado ser também em Tancos que existe “uma área sem restrições de voo, e em que não há aeronaves a operar, o que favorece as operações de treino de aproximação por instrumentos e das suas tripulações, o que não acontece em outras locais”.

No documento, assinala-se ainda a “forte identidade das populações com o ramo Exército e Força Aérea”, a “distância mínima relativa às cidades de Tomar, Ourém, Torres Novas, Entroncamento e Abrantes”, o “suporte significativo de rede de autoestradas e itinerários principais (A13 e A23), e ainda o “nó ferroviário central do Entroncamento e as unidades militares do polígono que são servidas por estações ferroviárias”.

A deliberação da CIMT destaca ainda a presença no território do Médio Tejo do Campo Militar de Santa Margarida, “o que potencia a realização de treinos conjuntos no âmbito de missões internacionais com sucesso garantido, como é exemplo o “Trident Juncture 15″”, e manifesta a “disponibilidade para apoiar a instalação das famílias dos militares que acompanharem a reabertura da base aérea” de Tancos.

Os municípios do Médio Tejo disponibilizam-se ainda para um “diálogo franco e aberto” com o Governo e com os Ramos das Forças Armadas “para preparar o regresso da Força Aérea ao território”, tendo lembrado que o Programa do XXI Governo Constitucional “assume entre os seus objetivos prioritários a afirmação do «interior» como um central do desenvolvimento económico e da coesão territorial, promovendo uma nova abordagem de aproveitamento e valorização dos recursos e das condições próprias do território, pelo que a vinda de aeronaves e pessoas para zona de baixa densidade teria efeitos macroeconómicos indutores e potenciadores do nosso desenvolvimento regional”.

A base militar de Tancos, em Vila Nova da Barquinha, foi ativada em 1919, com a instalação da Esquadrilha Mista de Depósito, transferida para ali vinda de Alverca. Com a criação da Força Aérea Portuguesa, em 1952, a base passou para a tutela deste ramo. Em 1993, a base foi transferida para o Exército, operando como base de tropas paraquedistas.

Entre 1993 e 2006 serviu como Aeródromo Militar de Tancos, sede do Comando de Tropas Aerotransportadas e do Grupo de Aviação Ligeira do Exército, sendo que desde 2006 mantém-se como Aeródromo Militar de Tancos, sede do comando da Brigada de Reação Rápida e da Unidade de Aviação Ligeira do Exército.

Com uma população na ordem dos 250 mil habitantes, a CIMT é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

*Lusa

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