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BeiraNews | Maio 31, 2020

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Imigrantes radicados no Fundão vão aprender português

Imigrantes radicados no Fundão vão aprender português
José Lagiosa

Trinta imigrantes de várias nacionalidades que estão radicados no Fundão vão frequentar uma formação de português, uma ação que pretende contribuir para acolher e dar melhores ferramentas de integração àqueles que escolheram o concelho para residir.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal do Fundão e o Instituto de Emprego e Formação Profissional e está inserida no Portugal – Acolhe Português para Todos, estando inscritos participantes de sete nacionalidades diferentes, adiantou hoje a vereadora da Cultura, Alcina Cerdeira.

“De acordo com os dados que temos, o concelho já tem cerca de 500 imigrantes e o que nós pretendemos é acolhê-los da melhor forma possível, ajudando-os a ultrapassar eventuais dificuldades. Ora, sendo a língua um dos principais obstáculos para estas pessoas, realizamos estas ações de aprendizagem do português”, apontou.

Explicando que esta é já a nona formação de português para estrangeiros que é realizada neste concelho do distrito de Castelo Branco, Alcina Cerdeira também lembrou que o município criou o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, no qual é disponibilizado apoio de diversa índole para a comunidade estrangeira do concelho.

Medidas que, tal como sublinhou, se enquadram na “estratégia de acolhimento de todos quantos optem por se fixar no Fundão” e que acabam por contribuir para reduzir um pouco o envelhecimento e a baixa densidade populacional do território.

“Numa região como esta em que sistematicamente perdemos população é muito importante conseguirmos fixar população que nos ajude a inverter esta tendência”, referiu.

Emma Cowan, 38 anos, natural da Irlanda é uma das pessoas que escolheu o Fundão para viver desde há cinco anos e não poupa elogios às pessoas e à terra que a acolheram.

A residir e a trabalhar entre as localidades de Alpedrinha e Póvoa de Atalaia, numa quinta que funciona baseada nos princípios de respeito pela natureza, Emma Cowan vai participar nesta formação porque quer aprofundar os conhecimentos que foi adquirindo com os vizinhos e o namorado português.

Anisoara Hotin, 43 anos, natural da Roménia e a viver no Fundão há cerca de 11 anos, é outra das imigrantes que participará nesta formação com o objetivo, não só de aprender mais português (essencialmente para poder escrever), mas acima de tudo para poder auxiliar o filho que chegou recentemente do seu país de origem.

A formação começa no dia 18 e prolonga-se até junho, num total de 150 horas, tendo inscritas pessoas oriundas de países como França, Roménia, Ucrânia, Arménia, Inglaterra, Senegal e Irlanda.

*Lusa

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