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BeiraNews | Janeiro 25, 2020

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Palácio do Picadeiro, no Fundão, com novos conteúdos e um estúdio de gravação

Palácio do Picadeiro, no Fundão, com novos conteúdos e um estúdio de gravação
José Lagiosa

A Câmara do Fundão vai renovar os conteúdos do Palácio do Picadeiro, em Alpedrinha, que passará também a integrar um estúdio de gravação profissional com capacidade para gravar até uma orquestra.

A iniciativa surge no âmbito do orçamento participativo de 2015, cuja proposta vencedora foi exatamente a instalação de um estúdio de gravação naquele espaço, mas a autarquia decidiu ir além do que estava previsto, conforme explicou o presidente da Câmara, Paulo Fernandes.

“Foi o impulso para acelerarmos a mudança dos conteúdos, num casamento que tem como fio condutor o som e que liga o valor patrimonial do edifício ao património natural e às nossas paisagens sonoras”, apontou.

Segundo explicou, a intervenção deverá estar concluída até setembro, mês em que Alpedrinha recebe o “Chocalhos – Festival da Transumância”, e o investimento ronda os 200 mil euros.

“Este valor é cinco vezes mais do que o que estava previsto no orçamento participativo, porque queremos mesmo que seja uma aposta diferenciadora, que contribua simultaneamente para promover o turismo de natureza e para a valorização do território e para a atração de comunidades criativas, a começar pelos músicos profissionais que, certamente, farão uso do espaço”, acrescentou.

Além do espaço ligado à perceção da história deste edifício qualificado como património de interesse municipal, o renovado Palácio do Picadeiro também incluirá conteúdos relativos às rotas e percursos naturais do concelho, até à componente “bird watching/bird sounds”.

Com o lema “pare, escute e viaje”, a proposta apresentada aos visitantes baseia-se na interatividade e inclui até a possibilidade de as pessoas criarem uma mensagem sonora.

No que concerne ao estúdio de gravação, o presidente deste município do distrito de Castelo Branco destacou que se dirige para um segmento profissional e que permitirá ainda a ligação com espaços exteriores ao edifício.

“É um estúdio que permitirá dar resposta a qualquer projeto musical nacional ou internacional e que terá até capacidade para gravar uma orquestra, o que se verifica em poucos estúdios em Portugal”, acrescentou Toni Barreiros, um dos promotores do projeto apresentado ao orçamento participativo.

Este responsável vincou que a conceção do estúdio foi pensada em conjunto com especialistas do setor e mostrou-se convicto de que haverá grande procura para esta valência.

“Já temos alguns interessados em vir aqui gravar”, sublinhou.

*Lusa

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