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BeiraNews | Junho 2, 2020

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Unidades de Farmacovigilância contribuem para melhorar a saúde pública

Unidades de Farmacovigilância contribuem para melhorar a saúde pública
José Lagiosa

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, considerou que as Unidades de Farmacovigilância, como a que foi hoje à tarde inaugurada na Covilhã, contribuem para a melhorar a saúde pública.

“Estes pontos de observação são uma marca relevante em termos de saúde pública, desde logo porque o consumo de medicamentos é uma questão de saúde pública, na medida em que podemos estar a usar fármacos errados para doenças que temos e fármacos certos para doenças que não temos. Portanto, há aqui todo um processo de recolha de informação sobre o efeito efetivo dos medicamentos nos doentes que é muito relevante”, sublinhou.

Manuel Delgado falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, na inauguração da Unidade de Farmacovigilância que ficará instalada na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Esta unidade integrará o Sistema Nacional de Farmacovigilância, que é gerido pelo Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde – e pretende contribuir para aumentar a segurança na utilização de medicamentos, dando resposta aos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, num total de cerca de 735.000 pessoas abrangidas.

Entre as atribuições da nova estrutura estão a recolha, processamento e análise de reações adversas a medicamentos que sejam comunicadas, por exemplo, por médicos ou doentes, a realização de estudos de farmacoepidemiologia ou segurança de medicamentos, a colaboração na deteção de sinal de segurança e/ou qualidade e a realização de atividades de divulgação e promoção do sistema.

Uma ação que “contribuirá para aumentar a confiança dos utentes nos medicamentos”, bem como para “facultar aos profissionais de saúde mais informação sobe o real efeito dos fármacos que receita”, apontou Manuel Delgado.

O governante lembrou que entre as mais-valias desta unidade está também a questão económica e do uso dos recursos, na medida em que o relato das reações adversas pode ir de encontro, por exemplo, do facto de uma pessoa estar a tomar medicamentos em excesso, podendo-se assim reduzir a quantidade e eventualmente poupar nos custos do utente e do Estado.

Por outro lado, Manuel Delgado também sublinhou a importância da criação desta unidade resultar de uma “parceria virtuosa” entre o Infarmed, as unidades de saúde e a universidade.

“Esta é uma marca muito importante na evolução do serviço de saúde, cujo desenvolvimento tem de passar também pela constante ligação ao conhecimento, à investigação e às universidades”, apontou.

Uma ideia que também foi defendida pelo presidente do Infarmed, Henrique Luz Rodrigues, que explicou que esta unidade também contribuirá para “organizar e estruturar melhor o sistema”, permitindo assim melhorias na assistência.

O reitor a UBI, António Fidalgo, destacou que esta parceria é um bom exemplo da responsabilidade social que a instituição tem de acompanhar e ajudar a encontrar respostas para a comunidade.

*Lusa

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