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BeiraNews | Abril 8, 2020

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Quercus exige atuação firme do Governo sobre descargas poluentes no rio Tejo

Quercus exige atuação firme do Governo sobre descargas poluentes no rio Tejo
José Lagiosa

A associação ambientalista Quercus exigiu hoje uma atuação firme do Ministério do Ambiente sobre alegadas descargas poluentes no rio Tejo, junto a Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco.

A Quercus explica, em comunicado, que recebeu nos últimos dias, várias denúncias de cidadãos sobre descargas poluentes “de extrema gravidade” no rio Tejo, “com uma coloração acastanhada e com muita espuma à superfície, alegadamente com origem numa celulose em Vila Velha de Ródão”.

A associação dianta que as descargas poluentes têm sido recorrentes nos últimos anos e que a espuma que nos últimos dias tem sido visível no rio Tejo, em particular junto ao açude de Abrantes e junto à Barragem de Belver, “tem origem numa fonte de poluição junto à ribeira do Açafal, afluente do Tejo, em Vila Velha de Ródão”.

A Quercus adianta que tem vindo a alertar as autoridades para a poluição no Tejo e que esta situação, “ocorre pela falta de atuação em conformidade com a gravidade da situação, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e do próprio Ministério do Ambiente”.

Os ambientalistas sublinham ainda que da atuação anterior das autoridades, resultou um levantamento de auto de notícia por crime contra a natureza, remetido para o Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco e autos de notícia por contra-ordenação, remetidos para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA – ARH Tejo).

“A Quercus considera inaceitável a recorrência de crimes ambientais por parte de entidades infratoras e apela ao senhor ministro do Ambiente para retirar a licença de descarga de efluente e a licença de exploração, até resolução definitiva dos problemas que atingem o rio Tejo”, lê-se no comunicado.

O documento refere ainda que o relatório da Comissão de Acompanhamento sobre a Poluição do Rio Tejo, propõe uma “redução do caudal e da carga orgânica poluente nos efluentes setoriais e no efluente rejeitado no meio hídrico pela Celtejo, por recurso à ampliação ou substituição da atual ETAR”.

A associação ambientalista diz também que a Celtejo tem um projeto de investimento ao abrigo do Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial e Empreendedorismo para a introdução de inovações no processo de produção de pasta de papel ‘tissue’.

“Isto significa que o projeto é financiado por fundos europeus, que no caso da Celtejo são 21,37 milhões de euros”, conclui a Quercus.

*Lusa

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