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BeiraNews | Julho 17, 2019

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Almaraz: PEV diz ter boa adesão a assinaturas em Lisboa a pedir fim de central

Almaraz: PEV diz ter boa adesão a assinaturas em Lisboa a pedir fim de central
José Lagiosa

A iniciativa de Os Verdes de recolha de assinaturas contra a central nuclear de Almaraz teve uma “adesão boa” esta manhã, em Lisboa, com muitas pessoas a subscrever postais para os governos de Portugal e Espanha, a pedir o encerramento da unidade.

Entre os que, no Cais do Sodré, em Lisboa, responderam à iniciativa do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), há jovens, mais velhos e turistas de outros países, como Espanha, que sabiam do que se trata, outros recebiam a explicação e acabavam por pedir o fim da central, localizada a 100 quilómetros da fronteira portuguesa.

O PEV montou uma pequena bancada, com duas caixas, em formato de urna de voto, que recebem os postais, depois de assinados, um endereçado ao primeiro-ministro português, António Costa, e o outro ao presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, a apelar para o encerramento da central.

Este é apenas um dos locais, um em cada distrito mais diretamente relacionado com a central – Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Setúbal (Almada), além de Lisboa -, onde Os Verdes estão a sensibilizar a população e a recolher assinaturas, até início da tarde, uma ação que vai repetir-se nas próximas semanas em outros concelhos daquelas regiões.

“A adesão é boa, uma ou outra pessoa não sabia o que está em causa e ficou a saber por via de Os Verdes”, resumiu a deputada Heloísa Apolónia, que estava a contactar as pessoas que passavam e explicava a três jovens o perigo das centrais nucleares.

José Lourenço, de 69 anos, um dos que assinou, disse à Lusa que “Almaraz é perigosa, é preciso defender o Tejo” e a população de um eventual acidente na central, e relacionou com o efeito da poluição no rio, nomeadamente em Vila Velha de Rodão, “uma das paisagens mais bonitas de Portugal”.

Para Ana, de 46 anos, é importante “dar aos cidadãos toda a informação” acerca deste assunto e de outros, e defendeu que “o nuclear é um assunto mais político do que ambiental e os políticos escondem muitas coisas”.

Duas turistas espanholas, Nora e Miriam, de Madrid, também assinaram, porque defendem que a central devia encerrar, mas disseram aos jornalistas não acompanhar este assunto, até porque em Espanha “não se fala muito do nuclear, as pessoas não estão interessadas”.

Opinião contrária transmitiu Laura, de Bilbau, “que tem uma central nuclear perto, um perigo para toda a população em caso de acidente”, ao dizer que “em Espanha, as pessoas também estão preocupadas e há iniciativas [de sensibilização] como esta”.

Heloísa Apolónia explicou que esta campanha pretende “contribuir para pressionar os governos de Espanha e de Portugal e informar, sensibilizar e alertar os cidadãos”.

“Estamos numa fase crucial, depois de Portugal suspender a queixa à Comissão Europeia contra Espanha” no seguimento da decisão de construir um armazém nuclear, sem dar conhecimento a Portugal ou realizar o estudo de impacto ambiental transfronteiriço, segundo a deputada.

Os países chegaram a acordo para se proceder a “uma nova avaliação técnica” da construção do armazém e da consulta pública em Portugal, acrescentou.

O PEV pretende recolher “o máximo de assinaturas possível para exercer pressão sobre os governos já que a decisão não pode ser outra que não o encerramento da central de Almaraz”, resumiu Heloísa Apolónia.

*Lusa

 

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