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BeiraNews | Janeiro 28, 2020

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Castelo Branco atribui medalha de ouro a Manuel Cargaleiro no dia da cidade

Castelo Branco atribui medalha de ouro a Manuel Cargaleiro no dia da cidade
José Lagiosa

O artista Manuel Cargaleiro vai ser agraciado com a medalha de ouro do concelho de Castelo Branco na segunda-feira, 20 de março, quando a cidade assinala o seu 246.º aniversário e dias depois de completar 90 anos.

De acordo com a convocatória da Assembleia Municipal de Castelo Branco a que a agência Lusa teve hoje acesso, para a realização de uma reunião extraordinária na segunda-feira, data em que Castelo Branco assinala os 246 anos de elevação a cidade, a ordem de trabalhos inclui a atribuição da medalha de ouro ao mestre Cargaleiro, que será votada naquele momento.

Manuel Alves Cargaleiro nasceu em 16 de março de 1927, em Chão das Servas, Vila Velha de Ródão, e a fundação criada pelo pintor e ceramista português para gerir as suas obras tem a sede em Castelo Branco desde 2010.

Na altura, o artista justificou à Lusa a mudança da sede de Lisboa para Castelo Branco por ter nascido e vivido no distrito, e por a cidade ter investido num museu para acolher as suas coleções.

O Museu Manuel Cargaleiro, um investimento feito pelo município de Castelo Branco na altura presidido por Joaquim Morão, foi considerado o maior projeto cultural alguma vez feito na cidade, com a inventariação de cinco mil obras da autoria de Cargaleiro e outras adquiridas ao longo dos anos.

O museu e também a sede da fundação funcionam na rua dos Cavaleiros, em plena zona histórica de Castelo Branco e entre as cinco mil peças inventariadas e outras que o mestre doou à fundação, e que estão por tratar, encontram-se pinturas, tapeçarias, cerâmicas e azulejos.

Segundo a informação disponibilizada na página da fundação, realizou os seus estudos em Lisboa, onde frequentou a Escola Superior de Belas Artes para se dedicar às Artes Plásticas, e em 1949 expôs pela primeira vez na “Primeira Exposição Anual de Cerâmica”, na Sala de Exposições do Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI), no Palácio Foz, em Lisboa.

Em 1952, tem a sua primeira exposição individual, realizada na Sala de Exposições do SNI, e nesse ano participa na “Terceira Exposição de Cerâmica Moderna”, onde obtém uma menção honrosa.

A sua primeira formação como ceramista valeu-lhe a incursão no mundo então pequeno das artes portuguesas, de que viria a partir para procurar horizontes mais abertos.

Em 1954, apresenta a exposição individual “Cerâmicas de Manuel Cargaleiro”, representando um marco importante para o reconhecimento do seu trabalho no mundo das artes.

Nesse mesmo ano inicia a sua atividade com professor de Cerâmica, que mantém por quatro anos, na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa.

Em 1955, dirige os trabalhos de passagem para cerâmica das estações da Via Sacra do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, da autoria de Lino António.

Em 1957, recebe uma bolsa do governo italiano, por intermédio do Instituto de Alta Cultura, que lhe permite visitar Itália e estudar a arte da cerâmica em Faença, com Giuseppe Liverani, em Roma e Florença.

Em 1958, torna-se um dos primeiros bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian.

Nas décadas seguintes participa em múltiplas exposições individuais e coletivas, em diversos países, designadamente França, Brasil, Japão, Alemanha, Itália, Angola, Moçambique, Espanha, Venezuela, Suíça e Bélgica.

Em 1995, executa painéis de azulejos em diversos locais públicos em Portugal, como também para a estação de metro Champs-Élysées – Clemenceau, em Paris.

Museu Cargaleiro – pólo 1

Em 1999, é-lhe atribuído o primeiro prémio do concurso internacional Viaggio attraverso la Ceramica, em Vietri sul Mare, na província de Salerno, colocando-o como grande referência artística em Itália, tendo em 2004 inaugurado o Museo Artistico Industriale di Ceramica Manuel Cargaleiro, que no ano de 2015 se instala em Ravello, como Fondazione Museo Manuel Cargaleiro.

Em 2016, Manuel Cargaleiro está representado em permanência na Helene Bailly Gallery, em Paris.

*Lusa / Foto: ravellomagazine.com

 

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