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BeiraNews | Janeiro 28, 2020

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“Heranças, Vivências e Património Judaico em Portugal” na Torre do Tombo

“Heranças, Vivências e Património Judaico em Portugal” na Torre do Tombo
José Lagiosa

A herança judaica é o mote de uma exposição que é inaugurada na segunda-feira no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e que propõe “uma viagem pela vivência dos sefarditas em território nacional”, segundo a organização.

A mostra, intitulada “Heranças, Vivências e Património Judaico em Portugal”, é promovida pela Rede de Judiarias de Portugal – Rotas de Sefarad (RJP-RS), e tem curadoria de Paulo Mendes Pinto, embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e diretor da Licenciatura e do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona.

“Não se pretende uma glorificação nem a criação de uma narrativa laudatória, mas apresentar, de forma isenta e rigorosa, a história destas comunidades e seus indivíduos que tão importantes foram, e são, para a identidade nacional”, afirma Paulo Mendes Pinto, num comunicado enviado à agência Lusa.

O objetivo da exposição é “divulgar ao público em geral a vivência dos sefarditas portugueses”, disse à Lusa fonte da organização, que explicou que a mostra “percorre a história e identidade judaica desde a antiguidade até aos nossos dias, e apresenta-se em módulos, tendo todos eles um grupo de informação em português e em inglês”.

A mostra, que vai estar patente na Torre do Tombo até ao dia 29 de abril, “em termos de organização, é diacrónica, cronológica e temática”, referindo que “a história e identidade judaica sefardita” estão intrinsecamente ligadas à história de Portugal”.

Após estar patente na Torre do Tombo, a exposição vai ser apresentada em 38 municípios.

Ainda em abril, “uma exposição, com os mesmos conteúdos, será inaugurada, no HL-Senteret de Oslo, onde ficará patente durante seis meses”.

Segundo nota difundida pela Torre do Tombo, “esta exposição cumpre os objetivos da RJP-RS, fundada em 2011, que conta com “uma forte componente material que pretende revitalizar o Património Judaico em Portugal, associando uma componente histórica de inegável interesse para o mundo”, explicou Marco Baptista, dinamizador e responsável pelo projeto.

A RJP-RS é uma associação composta por 37 municípios, cinco entidades de turismo, pela Comunidade Israelita de Lisboa e pela Comunidade Judaica de Belmonte.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a RJP-RJ define-se como uma associação “com caráter público, mas de direito privado e que tem por fim uma atuação conjunta, na defesa do património urbanístico, arquitetónico, ambiental, histórico e cultural, relacionado com a herança judaica”.

“O contributo dos judeus portugueses para a história do mundo foi enorme, desde a ciência náutica que há mais de 500 anos deu ao país um avanço decisivo para o início da globalização, à evolução da economia mundial e da medicina, muitos foram os setores em que o papel dos sefarditas nacionais se tornou preponderante”, acrescentou.

Esta associação visa “conjugar a valorização histórica e patrimonial com a promoção turística”, e no âmbito do mecanismo financeiro EEAGrants, do Espaço Económico Europeu (EEA) composto pelos Estados-Membros da União Europeia e por três países da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), a Rede de Judiarias de Portugal está a desenvolver o projeto “Rotas de Serafad – Valorização da Identidade Judaica em Portugal”, que “consiste na requalificação do património material judaico, bem como o levantamento do património imaterial”. Um projeto que representa, segundo a mesma fonte, um investimento global de cinco milhões de euros, cofinanciado pela rede Portugal e pelo Ministério da Cultura.

*Lusa

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