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BeiraNews | Abril 10, 2020

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Proença discorda que se fale com agressividade dos árbitros em Portugal

Proença discorda que se fale com agressividade dos árbitros em Portugal
José Lagiosa

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, discordou hoje que se fale com agressividade dos casos de disciplina e arbitragem em Portugal, apontando Espanha como exemplo.

“Não é verdade o que dizem. Se pegarmos no ‘top 5’ das ligas europeias, na nossa vizinha Espanha e se nos dizem que somos agressivos a falar da disciplina ou da arbitragem, faço-vos [jornalistas] o convite a assistir àquilo que se passa imediatamente a um ‘clássico’ [em Espanha]”, começou por argumentar, lamentando: “É evidente que estou inconformado, porque quero que as coisas sejam diferentes”.

Em declarações prestadas à margem da segunda edição do fórum Football Talks, que decorre até sexta-feira no centro de congressos do Estoril, o antigo árbitro tem a noção “que as coisas podem ser melhoradas não só por quem lidera”, atirando também “a responsabilidade para dirigentes, jogadores, árbitros e media”.

Por outro lado, Pedro Proença condenou as ameaças e o clima tenso em voltas dos árbitros, relembrando o caso de agressividade de que foi vítima no passado.

“Obviamente, enquanto ex-árbitro condeno aquilo que se passou, mas tenho a noção que esses momentos extravasam aquilo que é o futebol. No passado recente, também me aconteceram factos desse nível e penso que esse tipo de situação é algo que não ajuda e não credibiliza a própria competição”, argumentou.

Abordado sobre a perda de uma vaga na Liga dos Campeões para a época 2017/2018, Pedro Proença indicou vários factos, mas assegurou que o “talento e rigor” podem ajudar a combater essa posição.

“Efetivamente, temos que continuar a trilhar o nosso caminho. Nós somos um país com 10 milhões de habitantes, tivemos uma troika há três anos, os critérios financeiros e económicos são importantes, mas temos que saber contrariar com a nossa agregação, rigor, profissionalismo e, fundamentalmente, com o nosso talento”, justificou.

O cenário de uma eventual queda de competitividade na Europa por parte dos clubes portugueses preocupa o responsável da LPFP, que acredita, porém, que, com “trabalho de mestria, formação do jovem jogador português e ‘scouting’ em determinados mercados”, a regeneração é possível, alertando que Portugal “não se pode comparar a países que têm pibs (Produto Interno Bruto) de outro nível”.

*Lusa

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