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BeiraNews | Janeiro 27, 2020

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Quase dois terços dos empresários portugueses aconselham criação de novos negócios conclui estudo

Quase dois terços dos empresários portugueses aconselham criação de novos negócios conclui estudo
José Lagiosa

Quase dois em cada três empresários portugueses aconselham a criação de novos negócios, quando em 2015 era menos de metade, de acordo com um estudo nacional de competitividade regional da Zaask hoje divulgado.

O documento, denominado ‘Estudo Nacional de Competitividade Regional’ referente a 2016, indica que 63% dos empresários portugueses inquiridos aconselha “o lançamento de um novo negócio, em contraste com os 49% no ano anterior [2015]”.

No que respeita à evolução da economia portuguesa, os empresários destacaram uma “melhoria significativa” nos diferentes distritos do país, no entanto, apontam a dificuldade de recrutamento de trabalhadores (32% em 2016, contra 37% em 2015).

“Apenas 15% dos empresários portugueses encara esta tarefa [de recrutamento] com facilidade”, conclui o inquérito da Zaask, feito pelo segundo ano consecutivo e em colaboração com o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa.

Este estudo contou com 1.590 respostas, das quais mais de metade (83%), ou seja, 1.321 correspondem a empresas a operar em território português (micro, pequenas e médias empresas) e 269 (17%) em Espanha.

“A distribuição das respostas por distrito/zona é muito assimétrica: em Portugal, Lisboa, Porto e Setúbal, e em Espanha, a Comunidade de Madrid são os distritos/zonas com maior número de respostas ao inquérito”, refere.

No caso dos empresários espanhóis, o inquérito conclui que estes são “mais cautelosos” que os portugueses no que respeita a aconselharem a criação de novos negócios, pois apenas 45% incitam a fazê-lo.

O estudo revela também que a maioria dos empresários portugueses (56%) classifica a situação financeira da sua empresa como razoável, situação que melhorou face aos 53% que deram a mesma resposta no ano precedente.

Paralelamente, o estudo permitiu identificar uma redução do número de empresários portugueses que consideram a sua situação financeira de má ou muito má, tendo passado dos 37% de 2015 para os 29% em 2016.

Em termos de distritos, Portalegre e Viana do Castelo são aqueles em que os inquiridos indicam que há uma maior facilidade em contratar trabalhadores.

Já Bragança surge como o distrito que apresenta a melhor avaliação em termos da situação financeira das empresas e, consequentemente, da economia do distrito, em oposição a Faro e a Castelo Branco, respetivamente.

A Madeira e os Açores surgem como sendo as regiões que melhor conhecem a existência de ações de formação e de programas de ‘networking’, sendo também a Madeira uma das regiões com maior acompanhamento, a este nível, por parte das entidades locais.

No caso de Lisboa, quando comparada com o Porto, apresenta melhores resultados em termos de acompanhamento, recrutamento, programas de formação e ‘networking’.

No entanto, o estudo permite concluir que Lisboa, face ao Porto, denota piores resultados financeiros das empresas e um maior pessimismo face à evolução da situação económica das empresas e do distrito.

*Lusa

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