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BeiraNews | Fevereiro 25, 2020

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Castelo Branco apresenta plano especial de emergência para a zona histórica

Castelo Branco apresenta plano especial de emergência para a zona histórica
José Lagiosa

A Câmara de Castelo Branco apresentou hoje um Plano Especial de Emergência para a Zona Histórica da cidade, que identifica um conjunto de perigos naquela zona de características especiais e que define a intervenção de entidades e uso de meios.

“O plano hoje apresentado surge na sequência do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil que a câmara elaborou em 2015/2016. Achámos que faria sentido para a zona histórica avançar com um plano especial dado as suas características”, explicou o vice-presidente da Câmara de Castelo Branco, Arnaldo Brás.

O documento, que foi apresentado no salão nobre dos Paços do Concelho, teve como base para a sua elaboração a identificação de perigos na zona histórica de Castelo Branco, como derrocada de edifícios, queda de materiais, incêndio urbano e acessibilidades.

Durante o trabalho de campo que demorou sete meses, foi feito o levantamento de cerca de 1.200 edifícios no exterior de um total de 1.307, nomeadamente em relação ao seu estado de degradação e de utilização, sendo que 15% estão em situação muito gravosa e 18% em elevado grau de perigosidade.

Segundo o documento, mais ou menos 30% dos edifícios da zona histórica precisam de uma intervenção estratégica.

O município recorreu a uma empresa local sediada no Centro de Empresas Inovadoras (CEI) para elaborar este plano especial de emergência que vai ser agora entregue à Comissão Municipal de Emergência e à Proteção Civil e, posteriormente, ser colocado à discussão pública para ser transformado num documento final.

A responsável da empresa que elaborou o plano, Teresa Fonseca, explicou que este documento “não é mais do que uma proposta”, feita em conjunto com a Câmara de Castelo Branco, que precisa de ser discutida com os elementos da Proteção Civil.

O documento deixa ainda um conjunto de sugestões estruturais e não estruturais, sendo que, no primeiro caso, aponta para a estimulação do já criado programa de recuperação de habitações na zona histórica ou de mecanismos de incentivo à preservação do edificado, além da caracterização socioeconómica da população local e a vulnerabilidade social.

Já em relação à área estrutural, aponta para a ampliação das redes hidratantes, instalação de equipamentos de primeira intervenção, sistema de aviso e alerta de comunicação direto aos bombeiros e PSP, e a criação de brigadas de apoio local.

*Lusa

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