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BeiraNews | Setembro 17, 2019

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BE questiona Governo sobre uso de produtos tóxicos junto a albufeira de Castelo Branco

BE questiona Governo sobre uso de produtos tóxicos junto a albufeira de Castelo Branco
José Lagiosa

O Bloco de Esquerda quer saber se o Governo tem conhecimento do uso de fertilizantes e de produtos tóxicos num cerejal situado na zona de proteção da albufeira que abastece três concelhos de Castelo Branco.

As perguntas do Bloco de Esquerda (BE) surgem na sequência de uma denúncia feita pela Plataforma de Defesa da Albufeira de Santa Águeda (PDASA) da existência de peixes mortos naquela albufeira de Castelo Branco e da apresentação de queixas junto do Ministério Público (MP) por alegados crimes ambientais e violações ao plano de ordenamento.

No documento a que a agência Lusa teve hoje acesso, o deputado Pedro Soares pergunta ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, se tem conhecimento desta nova situação e se vai desenvolver diligências no sentido de investigar as causas do “desastre ambiental”.

Sublinha que o químico PORMARSOL foi identificado pela GNR que esteve no local e contém no seu folheto informativo a seguinte informação: “Manter afastado dos alimentos e bebidas, incluindo os dos animais. Não contaminar a água com este produto ou com a sua embalagem. Muito tóxico para organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos a longo prazo no ambiente aquático”.

Neste sentido, o partido quer saber se foram recolhidas análises dos peixes mortos e das águas da barragem aquando da denúncia deste último caso e se foi autorizado o uso de fertilizantes ou outros tóxicos que poderão ter causado o desastre e em caso afirmativo, “quais, por quem e com que fundamentos”.

O BE recorda que a qualidade da água da albufeira de Santa Águeda reveste-se da maior importância e sensibilidade ecológica, tendo em conta que abastece as populações de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão, e adianta que está classificada como de águas públicas protegidas.

Pode o Ministério do Ambiente desde já garantir a qualidade da sua água e a proteção da saúde das pessoas que dela se abastecem? Pode garantir a salubridade da água, assim como a proteção das espécies que dela e à volta dela fazem o seu habitat”, questiona.

Pedro Soares também saber se têm sido feitas, com regularidade, análises bacteriológicas e toxicológicas às águas da barragem.

*Lusa

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