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BeiraNews | Novembro 17, 2019

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Braga quer ser Cidade Criativa da UNESCO na área das Media Arts

Braga quer ser Cidade Criativa da UNESCO na área das Media Arts
José Lagiosa

Braga quer ser Cidade Criativa da UNESCO na categoria Media Arts e para isso aposta no “casamento perfeito” da arte com a “ciência, tecnologia, inovação e cultura”, elementos “do código genético” da cidade, disse hoje a câmara.

No dia em que anunciou a formalização da candidatura àquele estatuto, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, apontou a oportunidade de inserir a cidade em “diversas redes internacionais”, salientando que a classificação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) tem ainda uma “dimensão económica”.

A candidatura apresentada aponta como pontos-chave para conseguir a distinção eventos e colaborações já enraizadas na cidade, como o festival de música eletrónica e artes digitais Semibreve, a colaboração do único centro europeu de investigação nas várias aplicações da nanotecnologia, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), com empresas, artistas e universidades na expansão das Media Arts, o BRG Collective, um grupo de criadores de Braga de diferentes áreas artísticas que explora as relações entre som, imagem e artes digitais, o Braga International Video Dance Festival, entre outras iniciativas ou equipamentos.

“Nós assumimos o objetivo de integrar a rede de cidades criativas da UNESCO, quisemos fazê-lo dentro de uma estratégia de integrar diversas redes internacionais, não apenas numa lógica de partilha de experiencias mas também de afirmar o potencial da cidade”, afirmou Ricardo Rio.

O autarca explicou que a candidatura a Cidade Criativa da UNESCO Media Arts “conjuga elementos que estão no código genético da cidade, como a tecnologia e a arte, à inovação, ao património e à cultura” pelo que será “o casamento perfeito”.

Ricardo Rio salientou ainda que a preparação da candidatura não começou agora: “Vamos trabalhar em cima daquilo que já existe, das muitas iniciativas ligadas à aplicação da ciência na cultura e na arte para desenvolver um projeto de uma candidatura que nos posicione no panorama internacional como um espaço de inovação contínua”, disse.

A classificação pela UNESCO tem ainda como vantagem, referiu, a “dimensão económica”, tornando Braga num “centro de apoio às indústrias criativas nas Media Arts”.

Segundo revelou a autarquia, o “plano de ação” que orienta a candidatura prevê um conjunto de medidas e projetos a concretizar, caso a cidade alcance a distinção pela UNESCO: “a criação de um Media Arts Centre, o Primeiros Bits na escola, um programa de literacia em criação musical colaborativa, design de ‘software’, educação musical e inclusão social para todo o tecido educativo local, o programa Digital Heritage, um programa inovador e ambicioso que liga um conjunto de parceiros e um Festival Internacional Braga Media Arts”.

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO foi criada em 2004 para fortalecer a cooperação entre cidades que consideram a criatividade um fator estratégico de desenvolvimento urbano sustentável com impacto social, cultural e económico.

Aquela rede tem como objetivo colocar o setor cultural e criativo no centro do planeamento estratégico das cidades, ao mesmo tempo em que promove uma colaboração ativa entre as cidades membro da rede.

Em Portugal há já dois concelhos com a classificação de Cidade Criativa: Óbidos, no domínio da Literatura, e Idanha-a-Nova, na música.

*Lusa

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