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BeiraNews | Fevereiro 26, 2020

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Cristas diz que furto de munições causa incómodo internacional para o país

Cristas diz que furto de munições causa incómodo internacional para o país
José Lagiosa

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, disse hoje que o furto de munições de guerra de dois paióis em Tancos “é gravíssimo”, além de deixar Portugal numa situação incómoda a nível internacional.

“Entendemos que é gravíssimo aquilo que aconteceu (…) e obviamente causa perplexidade, preocupação e que, inclusivamente, do ponto de vista internacional deixa Portugal numa situação muito incómoda”, afirmou.

Assunção Cristas falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, à margem do jantar de apresentação da candidatura de Adolfo Mesquita Nunes à autarquia local.

Depois de lembrar que o furto ocorreu “numa altura em que a insegurança grassa um pouco por todo o lado e em que há ataques feitos das formas mais diversas”, a líder dos centristas considerou que o assunto tem de ser esclarecido e frisou que o CDS já pediu a presença do ministro da Defesa no parlamento.

“É preciso perceber como é possível ter acontecido este furto de munições, ainda por cima numa dimensão tão grande, porque não é explicável que possa ser furtado material militar de instalações que existem para o guardar e que têm um mecanismo de segurança, de vigilância, para acautelar que nada acontece”, afirmou.

Para Assunção Cristas esta situação representa não só uma “falha”, como um fator que concorre para “a quebra de confiança nas instituições do Estado”.

Depois de lembrar que “quem furta munições certamente não é para fazer coisas boas”, manifestou-se preocupada com a situação, principalmente tendo em conta os ataques ocorridos “um pouco por toda a Europa”.

“Tudo isto tem de ser apurado e esperamos que não venhamos, de hoje para amanhã, a ter notícias muito graves que tenham acontecido com estas munições”, acrescentou.

Em comunicado, o Exército anunciou na quinta-feira que foi detetada quarta-feira ao final do dia a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois ‘paiolins’, tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros.

Fonte do ramo contactada pela Lusa adiantou que até ao momento foi detetada a falta de “cerca de uma centena” de granadas de mão ofensivas.

“Os incidentes foram detetados por uma ronda móvel, elemento do sistema de segurança dos Paióis”, refere o comunicado.

*Lusa

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