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BeiraNews | Outubro 15, 2019

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GP Beiras: Omar Mendoza conseguiu a primeira e última vitória da Equipo Bolivia

GP Beiras: Omar Mendoza conseguiu a primeira e última vitória da Equipo Bolivia
José Lagiosa

O ciclista colombiano Omar Mendoza deu hoje a primeira e última vitória à efémera Equipo Bolivia, ao conquistar a segunda etapa do Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela, que continua a ser liderado pelo russo Alexander Evtushenko (Lokosphinx).

A felicidade instantânea de Mendoza, que saltou do pelotão na parte mais dura da segunda tirada apenas para tentar defender a camisola da montanha, passou os fugitivos e cruzou isolado a meta em Trancoso, contrasta com a triste realidade da sua equipa, condenada a um final abrupto, a acontecer nos próximos dias, por falta de dinheiro.

“Esta é a primeira e a última vitória para a equipa”, corrigiu quando questionado sobre como se sentia por ter conseguido aquele que, muito possivelmente, será o único triunfo da formação nascida este ano.

Nem os salários em atraso e as dificuldades evidentes que a Equipo Bolivia enfrenta – mesmo o abastecimento dos corredores é escasso – tirou forças a Mendoza, que pedalou contra o pelotão para dar um prémio a todos os seus companheiros.

“Estou muito contente com esta vitória. É uma etapa muito merecida por toda a equipa. Esta vitória é para todos aqueles que confiaram em nós. É uma lástima que a equipa vá acabar”, lamentou o vencedor de uma tirada que não alterou as contas da geral.

Depois da acidentada e duríssima etapa da véspera, o pelotão foi condescendente com Oscar Qiroz (Burgos BH), Rui Rodrigues (Louletano-Hospital de Loulé), Ian Bibby (JLT Condor) e o azarado Rui Sousa (RP-Boavista) que, ao quilómetro 24 dos 192 a percorrer entre Fornos de Algodres e Trancoso, saltaram para a frente de corrida.

O quarteto tornar-se-ia quinteto antes da primeira meta volante do dia, situada em Pinhel, ao quilómetro 53,5, com Carlos Amurrio (Equipo Bolivia) a juntar-se aos fugitivos iniciais, que chegaram a dispor de quase sete minutos de vantagem sobre o grande grupo.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na véspera, o pelotão despertou a tempo, com a W52-FC Porto e a Efapel, as equipas com maiores possibilidades de vencer a geral final, a assumirem a perseguição.

A larga diferença dos aventureiros foi decaindo progressivamente até à subida a Cidadelhe, uma contagem de montanha de segunda categoria, que fragmentou o grupo e condenou definitivamente a fuga original.

Vindo de trás, Omar Mendoza apanhou os resistentes, ultrapassou-os e empreendeu aquela que seria a mais vitoriosa das empreitadas da equipa boliviana no seu curto espaço de vida: com o beneplácito do pelotão, que simplesmente ‘parou’, o colombiano de 27 anos ganhou uma vantagem superior a três minutos, que foi gerindo de modo a chegar isolado à meta, com o tempo de 05:09.16 horas.

Enquanto o corredor da efémera Equipo Bolivia, na qual alinha o português Nuno Meireles, se abraçava aos seus companheiros e aos emocionados elementos do ‘staff’, lá atrás os mais rápidos do pelotão disputavam o segundo lugar, com o espanhol Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) a levar a melhor sobre o português Daniel Mestre (Efapel).

Dentro do grupo, a 16 segundos, chegaram o camisola amarela, Alexander Evtushenko (Lokosphinx), e os seus mais diretos perseguidores na geral, com o russo a manter os oito segundos de vantagem sobre o segundo classificado, o português Ricardo Mestre (W52-FC Porto), e dez sobre o terceiro, o espanhol Jesús del Pino (Efapel).

Apesar de ser segundos, é Mestre que parte como grande favorito à final da segunda edição da prova beirã, já que a terceira e última etapa, uma ligação de 163 quilómetros entre Belmonte e Manteigas, que inclui a escala à Torre, antes da descida até à meta, é mais talhada para as suas características.

*Lusa

 

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