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BeiraNews | Outubro 15, 2019

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Guitarrista Luís José Martins revela-se a solo com “Tentos – Invenções e Encantamentos”

Guitarrista Luís José Martins revela-se a solo com “Tentos – Invenções e Encantamentos”
José Lagiosa

O músico Luís José Martins apresenta sexta-feira, em Lisboa, “Tentos – Invenções e Encantamentos”, o primeiro album a solo, no qual se apresenta para lá dos projetos em que é conhecido, sejam os Deolinda, Powertrio ou Almost a Song.

“Tentos – Invenções e Encantamentos”, a editar este mês pela etiqueta Shhpuma, reúne seis composições para guitarra clássica que demoraram alguns anos a chegar a um álbum, e foram gravadas na igreja do Convento de São Bento, em Avis, e no Convento São Francisco, em Coimbra.

O disco a solo era um objetivo antigo, mas foi sendo adiado muitas vezes, o que fez com que Luís José Martins fosse acumulando técnica, experiência e expressividade através de outros projetos em que se foi envolvendo, como contou à agência Lusa.

Com formação musical feita em Lisboa, Paris e Castelo Branco, Luís José Martins recorda que chegou à guitarra por acidente quando, num natal na adolescência, os pais lhe deram a escolher entre um kispo e uma guitarra. O irmão, Pedro Silva Martins, também dos Deolinda, ficou com casaco de inverno e ele escolheu o instrumento de cordas.

“Nunca tive assim grandes heróis do rock ou do pop. Procurava sempre fazer alguma coisa que sentisse que fosse eu, que tivesse a minha assinatura”, explicou o músico.

O guitarrista é um dos fundadores dos Deolinda, mas admite que há dez anos era o músico que estava mais distante daquele universo de canções, influenciado pela pop e pela música tradicional portuguesa. Na altura já se repartia no projeto Almost a Song, com Joana Sá, que conheceu no conservatório, e desdobrou-se depois no Powertrio, com o harpista Eduardo Raon.

Com Almost a Song fez muito repertório ligado à música contemporânea e com Powertrio viveu uma espécie de “laboratório super importante de criação e improvisação”. Com a experiência de ambos e a formação musical chegou ao álbum de estreia a solo.

Desmontando as ideias contidas no título do álbum, o guitarrista explicou que fazem recuar a uma forma musical antiga (tiento, que se une também ao verbo tentar), remetem para a abordagem criativa na composição e para esse encantamento que quer proporcionar a quem ouvir as composições.

Os temas “são mais como portas que fui abrindo e cada um dos temas é um lugar e um mergulho na composição. Foram processos muito demorados, mas procurei ambientes que transportassem para essa ideia de imersão”, disse.

Aos 39 anos, com o capital técnico e artístico conquistado em mais de uma década, Luís José Martins expõe-se mais como criador neste álbum: “Tentei ser o mais transparente e dizer a maior verdade daquilo que faço”.

O concerto de apresentação de “Tentos – Invenções e Encantamentos” está marcado para sexta-feira, no Teatro Municipal Maria Matos, em Lisboa, mas é possível que depois do verão sejam marcadas mais datas pelo país.

*Lusa

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