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BeiraNews | Abril 8, 2020

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Investigadores de seis países reúnem-se na Feira para discutir história do papel

Investigadores de seis países reúnem-se na Feira para discutir história do papel
José Lagiosa

Santa Maria da Feira acolhe de 28 a 30 de junho o XII Congresso Internacional História do Papel na Península Ibérica, que marca a estreia portuguesa dessa iniciativa bienal e reunirá desta vez investigadores de seis nacionalidades.

Portugal, Espanha, Argentina, Áustria, Brasil e Dinamarca são os seis países assim esperados no evento, que irá decorrer na Biblioteca Municipal da Feira e é coorganizado pela autarquia local – que detém o Museu do Papel das Terras de Santa Maria – e pela Associación Hispánica de Historiadores del Papel.

“Este é um encontro bienal que se realiza desde 1995 em diferentes cidades de Espanha e que, nesta 12ª edição, ao alargar o seu âmbito temático à Península Ibérica, escolheu Santa Maria da Feira como cidade organizadora”, anuncia fonte da Câmara Municipal.

“Dos vários temas em análise, destaca-se a história do papel em Portugal, a importância das marcas de água, o papel [de origem] hispano-árabe, o papel [de fabrico] ibérico na América Latina, a arqueologia industrial papeleira e a conservação e restauro de papel”, acrescenta a autarquia

No congresso irão participar historiadores, arquivistas, bibliotecários, fabricantes papeleiros e conservadores e restauradores de papel, entre os quais serão disputados, aliás, diversos galardões de investigação, como o Prémio José Luís Asenjo, para a comunicação mais pertinente sobre a temática, e o Prémio Percurso Profissional, para a personalidade ou instituição que se tenha destacado por uma “especial dedicação à história do papel”.

Para o presidente da Câmara da Feira, Emídio Sousa, o congresso adequa-se assim à reputação do município no contexto da indústria papeleira nacional, que aí tem expressão desde o início do século XVIII, quando o genovês José Maria Ottone fundou na freguesia de São Paio de Oleiros a Real Fábrica de Papel da Lapa.

Desde então, a indústria papeleira local evoluiu para “dezenas de fábricas” por todo o concelho, tem “proporcionado riqueza e notoriedade” ao município e “continua a ter um enorme significado económico” no território.

É com muito orgulho que conservamos esta herança histórica num espaço privilegiado de preservação de memória chamado Museu do Papel – o primeiro dedicado à história da Indústria papeleira em Portugal e galardoado em 2012 com o prémio Melhor Museu do Ano”, refere Emídio Gomes.

*Lusa

 

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