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BeiraNews | Setembro 26, 2018

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IV Seminário do Mestrado em Gerontologia Social, Realidade(s) do Envelhecimento no Território

IV Seminário do Mestrado em Gerontologia Social, Realidade(s) do Envelhecimento no Território
José Lagiosa

O auditório da Escola Superior de Educação do IPCB recebeu, no passado dia 30 de maio, o IV Seminário do Mestrado em Gerontologia Social, Realidade(s) do Envelhecimento no Território.

O Seminário foi organizado pela Comissão Científica do Mestrado em Gerontologia Social do IPCB/ ESE-ESALD (Maria João Guardado Moreira, Paula Sapeta e Clotilde Agostinho)e teve como objectivo,  refletir sobre o seu contributo para a intervenção e investigação no domínio da Gerontologia Social, bem como proporcionar a partilha de projetos, perspetivas, experiências e saberes que contribuam científica e socialmente para um melhor conhecimento e intervenção no domínio do envelhecimento e respetivos contextos de desenvolvimento.

Este seminário, em que estiveram presentes cerca de 180 pessoas entre estudantes de cursos profissionais, licenciatura e mestrado e técnicos de várias instituições, contou com a participação da Dr.ª Maria João Quintela (Presidente da Associação Portuguesa de Psicogerontologia –APP; Consultora da Direcção-Geral da Saúde; Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia-SPGG), que proferiu uma conferência sobre Envelhecimento Activo – Um novo Paradigma.

No painel Consórcio Idade Mais (CI+): congregar para conhecer e promover dignidade no “envelhecer” na Beira Interior, a cargo de Maria Assunção Vaz Patto (UBI), Maria Hermínia Nunes Barbosa (IPG), Maria João Guardado Moreira (IPCB) e Rosa Marina Afonso (UBI), para além de se fazer a caracterização do envelhecimento na Beira Interior, foram apresentados os objetivos deste consórcio e investigação que tem sido desenvolvida nas três instituições.

O Consórcio Idade Mais (CI+) junta as três instituições de ensino superior da Beira Interior, Universidade da Beira Interior, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Instituto Politécnico da Guarda, e tem como objetivos fomentar projetos de investigação e intervenção para um envelhecimento bem-sucedido, reunindo recursos e articulando esforços para a realização de projetos com impacto na qualidade de vida de quem envelhece.

A necessidade de redirecionar a discussão sobre o envelhecimento para o(s) processo(s) e para os contextos socio-ambientais em que ocorre, serviu de mote a este IV Seminário.

Na verdade, é fundamental conhecer os impactos deste fenómeno nos territórios, bem como analisar a forma como as comunidades lidam com os processos de envelhecimento, de modo a poder definir estratégias que possibilitem não apenas o bem-estar e autonomia das pessoas idosas, mas também a sua manutenção no seu meio envolvente.

Neste sentido, foram apresentados projetos que estão a ser desenvolvidos pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESE e ESALD), em conjunto com autarquias e associações da região.

Assim, no painel Planos Gerontológicos: instrumentos de intervenção local, que contou com a participação de Ana Sofia Nunes e Paulo Longo, da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Maria João Guardado Moreira (ESECB), Rita Valente, Simão Silva e Tiago Lourenço (alunos do Mestrado em Gerontologia Social), foi apresentado, o Plano Gerontológico de Idanha-a-Nova, que decorre de uma parceria entre as duas instituições, e que envolve alunos e professores do IPCB.

Também Paula Pio, da Câmara Municipal do Fundão, manifestou o interesse do município do Fundão em desenvolver um plano gerontológico que desenhe estratégias de intervenção nesta área.

Este projeto está neste momento em processo de formalização entre o IPCB e a referida autarquia.

No último painel, Academia versus Território: construir conhecimento partilhando experiências, foram apresentados dois trabalhos que resultam do desenvolvimento de investigação aplicada para dar resposta às necessidades locais, tema da intervenção de Vitor Pinheira (ESALD).

É o caso do trabalho sobre os Lentiscais, que está a ser elaborado por Maria Luís Pio (aluna do Mestrado em Gerontologia Social) e que responde a um desafio de Jorge Neves (presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco), que na sua intervenção evidenciou a importância da colaboração entre a academia e as autarquias na análise e resolução das problemáticas da região para responder aos desafios do envelhecimento.

Na mesma linha, a parceria estabelecida com a Associação dos Amigos da Lousa, tal como foi explicado por Ana Gordino e Sara Faustino, da referida Associação, e Sara Marques e Dalila Lourenço, (alunas da Fisioterapia da ESALD), resulta numa mútua mais-valia.

O Mestrado em Gerontologia Social entrou numa fase de consolidação.

Aprovado em 2011, passou o processo de avaliação da agência A3ES com distinção, uma vez que viu renovada em 2017 a sua creditação por mais 6 anos, sem qualquer condicionante.

Entrou agora num patamar de maior transferência de conhecimento, com forte participação dos alunos, não apenas através dos mais de 30 trabalhos defendidos, mas também pela investigação aplicada, de que os planos gerontológicos, ações de parceria/ acessoria com instituições locais, candidaturas a projetos são reflexo, consolidando a investigação na área do envelhecimento no IPCB.

 

 

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