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BeiraNews | Fevereiro 22, 2020

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Agora que acaba o Verão…

Agora que acaba o Verão…
José Lagiosa

A revolta dos gelados

Está a terminar o Verão.

O calor intenso e abrasador parece querer terminar e as temperaturas ambientes são agora bastante mais amenas.

José Lagiosa

As esplanadas repletas de pessoas começam a ficar vazias e todo aquele movimento a que nos habituamos nos períodos quentes de Verão, começam a deixar saudades e só voltarão no próximo ano.

Tudo normal, no ciclo de vida que nos habituámos a ver desde crianças, apesar de algumas diferenças climatéricas que entretanto vão acontecendo ao longo dos anos.

Quem não parece nada contente com esta situação são os gelados.

Habituados a ser comidos, lambidos e devorados por crianças e adultos sejam homens ou mulheres, vêem-se agora esquecidos num reduzido espaço das arcas congeladoras, na expetativa de serem o escolhido, quando alguém mais distraído se lembra de deglutir um gelado ou em alternativa na esperança que apareça aí um dia mais quente, qual último suspiro de Verão.

Eu concordo com os gelados. Afinal são eles que nas épocas quentes apaziguam muitas vezes o enorme calor que sentimos e quando chega o tempo mais fresco logo nos esquecemos deles, aliás negligentemente, menosprezando todas as qualidades que eles possuem, que não somente a capacidade de refrescar.

O poder nutriente de um gelado é tão grande que o seu consumo deveria ser uniforme ao longo de todo o ano.

Alimenta, sabe bem e faz bem à saúde. Estas três características de um qualquer gelado, seja de baunilha, chocolate ou manga. Esta diversidade de sabores devia ser uma mais valia dos gelados de forma a evitar este esquecimento logo que a temperatura baixa.

Os gelados pensam exatamente da mesma forma e estão prestes a iniciar uma revolta.

Uma revolta que visa instituir a obrigação de consumir gelados durante todo o ano. Faça sol ou faça chuva. Esteja calor ou esteja frio.

Esta revolta dos gelados visa crianças e adultos. Comer gelados passará a ser a palavra de ordem.

Eu que não sou muito dado a revoltas, porque acredito na capacidade decisória das pessoas em Liberdade, estou neste caso, no entanto indeciso, se não apoiarei esta revolta fresca. Admirados? Afinal, eu que até costumo consumir gelados ao longo de todo o ano, muitas vezes deparo com as arcas praticamente vazias durante a chamada época baixa, limitando a minha liberdade de escolha.

Compreendo perfeitamente os gelados e a frustração que devem começar a sentir a partir desta época do ano.

Por isso, acabo de decidir, vou apoiar a revolta dos gelados e apelo desde já a todos aqueles que lêem estas linhas a fazerem o mesmo.

Juntemo-nos à reivindicação dos gelados e façamos deste outono que está à porta e do inverno que vai chegar lá mais para a frente, a campanha do gelado.

Comer gelados vai ser a regra. Viva a revolta dos gelados! Gelados à mesa já!

Fiquem bem e continuem a comer gelados!

*José Lagiosa, diretor do beiranews.pt

 

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