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BeiraNews | Janeiro 28, 2020

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Fruut quer ampliar fábrica em Satão e criar 5 novos postos de trabalho

Fruut quer ampliar fábrica em Satão e criar 5 novos postos de trabalho
José Lagiosa

Marca de snacks de fruta 100% naturais assinala 4º Aniversário

Apenas um ano após a construção da sua fábrica em Satão, Viseu, a Fruut, marca de snacks de fruta desidratada 100% naturais, decidiu ampliar a unidade com o objetivo de duplicar a sua capacidade de produção, que é atualmente de 7,7 milhões de embalagens de 20 gr/ano.

Filipe Simões

O projeto deverá estar concluído em junho de 2018 e irá criar 5 novos postos de trabalho, a acrescentar aos 19 já existentes.

A marca, que chega a cinco mercados, além de Portugal, vende para Espanha, Japão, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido,  gera um volume de negócios já próximo dos 2 Milhões de Euros (M€), registando uma média de crescimento anual de 28,2%.

Este ano deverá faturar mais 45,7% face a 2016.

E tudo começou com o objetivo de preencher uma lacuna no mercado: a escassa oferta de snacks saudáveis, 100% naturais.

Em 2012, Filipe Simões que, antes de cofundar a Frueat passou por empresas como Xerox ou as editoras Asa e Civilização, conheceu a Sociedade Agrícola Quinta do Vilar, do outro cofundador Henrique Menezes, cujo principal negócio é a comercialização de fruta fresca, mas que desenvolvia paralelamente, ainda que sem expressão em termos de vendas, a desidratação de fruta.

Tornaram-se sócios e fundaram a Frueat, com o objetivo de lançar a marca Fruut.

 

Marca privilegia produto nacional como maçã da Beira ou pera rocha

A nossa principal inspiração foi criar algo que transcendesse o produto. Queríamos deixar o nosso contributo para um mundo melhor, com hábitos alimentares mais saudáveis, sustentabilidade e uma agricultura mais dinâmica, conta Filipe Simões, CEO da Frueat, empresa com sede no Porto que comercializa a Fruut.

Assim, nasce a Fruut: uma marca de snacks saudáveis, que transforma fruta com baixo valor comercial, a chamada fruta feia que o mercado rejeita, num snack sem aditivos ou conservantes.

Não são utilizados químicos na produção, apenas água para lavagem e transporte, a desidratação recorre a ar natural e não comprimido e as embalagens não contêm alumínio.

Com sete sabores, maçã vermelha, maçã verde, maçã canela, maçã Fuji, pera rocha, pêssego e abacaxi, a Fruut tem um único ingrediente: fruta.

Cerca de 45% da matéria-prima, sobretudo maçã da Beira, é fornecida pela Sociedade Agrícola Quinta do Vilar.

A percentagem restante é assegurada maioritariamente por produtores portugueses.

Privilegiamos os fornecedores nacionais, porque conhecemos a qualidade do produto português. Apenas, o abacaxi, que não temos disponível em Portugal, vem de fora, explica o CEO da Frueat.

Em quatro anos, 15 milhões de peças de fruta fresca, correspondentes a 2.500 toneladas, foram aproveitadas.

Isto, quando, 30% da fruta produzida na Europa é desaproveitada todos os anos.

Além disso, não há desperdícios, já que as cascas e caroços, 70 toneladas desde 2013, são reaproveitados por agricultores locais para alimentação de animais e para fertilização dos solos.

Henrique Menezes

Distinguida logo no primeiro ano de atividade com o prémio Foods & Nutrition Awards 2013, na categoria de “Inovação” e, em 2016, com os prémios Foods & Nutrition Awards 2016 “Sustentabilidade Alimentar”, Prémio Nacional da Agricultura 2016 “Novos projetos” e Prémio Empresa do Ano 2016 IPAM/Laureate, a Fruut vendeu já cinco milhões de embalagens, chegando atualmente a cerca de 7.000 lojas de cadeias como Aldi, BP, Continente, Dia, El Corte Inglés, E.Leclerc, Froiz, Galp, Intermarché, Jumbo, Makro, Mercadona, Pingo Doce e Relay.

O negócio está em franco crescimento. Em apenas quatro anos, sentimos que fazemos parte do dia-a-dia de muitos portugueses e não só. Em janeiro do próximo ano lançaremos uma nova linha de produtos que será o futuro da Fruut, mas sobre a qual não podemos revelar para já mais pormenores. Estamos também focados em conquistar o mercado espanhol, criando uma estrutura independente para a dinamização do negócio no país vizinho, avança Filipe Simões.

 

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