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BeiraNews | Fevereiro 27, 2020

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“Lamento e Testamento de Maria Gomes” reforça ano de intensa atividade do Váatão

“Lamento e Testamento de Maria Gomes” reforça ano de intensa atividade do Váatão
José Lagiosa

“O Váatão – Teatro de Castelo Branco levará a cena já no próximo dia 3 de Novembro, pelas 21h30m, no Cine Teatro Avenida, “Lamento e Testamento de Maria Gomes”, com entrada gratuita.

No seguimento do filme realizado para a Casa da Memória – Museu Judaico de Castelo Branco, uma iniciativa da Câmara Municipal, em parceria com a ESART e o Váatão, a história de Maria Gomes passa agora para o palco.

Natural de Castelo Branco foi, a mais velha judia presa, condenada e executada nas fogueiras da inquisição em 1638, com 117 anos.

A singularidade deste caso é agora retratada numa interpretação carregada de emoções, tendo por base um texto que faz sobressair de forma sublime as diversas fases que marcaram a sua história: vida, cárcere, condenação e testamento.

A tortura a que foi submetida e a forma como foi executada, bem podem reportar-se à atualidade tendo em conta os atos infames que continuam a praticar-se em nome das doutrinas, crenças ou religiões.

Com texto de José Dias Pires, interpretação de Maria Luz, sonoplastia de Fernando Paussão Lopes, Luz e apoio técnico de Nuno Madaleno, grafismo e fotografia de Ariana Pedro, caracterização de Alice Jorge e André Pinto, Maria Gomes é desta forma relembrada enquanto figura albicastrense a par de outras que de alguma forma marcam a história da nossa comunidade.

A pouco tempo do final de mais um ano de intensa atividade em várias áreas performativas, esta produção do Váatão não deixará, certamente, de reforçar a forte identidade do grupo albicastrense.

Ao longo do ano foram realizadas diversas apresentações da peça “O Postigo”, por todo o distrito, cujo enredo se move nas tradições e costumes da Beira.

Também a vida e obra de Francisco Tavares Proença Júnior, traduzida na peça “Meu Querido Papá”, deu corpo a um desafio lançado pela Liga dos Amigos do Museu, com o seu nome.

Este trabalho, de grande interesse didático e pedagógico, revestiu-se igualmente de um grande impacto local e regional, agraciado pela crítica.

Durante o verão foram ainda realizados diversos trabalhos por todo o País, no âmbito das recriações históricas, nomeadamente, em Beja, Salir (Loulé), Penha Garcia e Porto Santo, com enfoque também para aquelas de cariz local e regional como as que tiveram lugar em Proença-a-Nova (Forte da Catraia) e Lentiscais (Lenda da Crista do Galo).”

 

 

 

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