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BeiraNews | Janeiro 20, 2020

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Estufa Grande do Jardim Botânico de Coimbra vai abrir ao público

Estufa Grande do Jardim Botânico de Coimbra vai abrir ao público
José Lagiosa

A Estufa Grande do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC), que foi requalificada, vai abrir ao público dentro de alguns meses, disse hoje o diretor da instituição, António Carmo Gouveia.

O responsável falava aos jornalistas à margem da sessão de apresentação, hoje, da exposição itinerante do projeto ‘Arqueologia em Portugal – Recuperar o passado’, relativo a 2016, que está patente ao público no Terraço Júlio Henriques, no JBUC, até 03 de dezembro.

António Gouveia não adiantou pormenores sobre a abertura ao público da Estufa Grande, cuja reabilitação ficou concluída este ano, nem sobre a data a partir da qual receberá visitas do público.

A exposição itinerante, concebida para ficar patente ao ar livre, dá a conhecer algumas das 1.400 intervenções arqueológicas realizadas em Portugal durante o ano de 2016, entre as quais a reabilitação da Estufa Grande do Jardim Botânico de Coimbra, distinguida, no âmbito do projeto, como “um exemplo de boas práticas”.

O outro trabalho efetuado em 2016 destacado pelo projeto ‘Arqueologia em Portugal – Recuperar o passado’ diz respeito à Necrópole do Chão do Grilo, em Esmoriz (concelho de Ovar), onde foi realizada uma intervenção arqueológica com “caráter de emergência”, suscitada por um grupo de cidadãos, no âmbito da construção de um armazém fabril.

Banhos Islâmicos de Loulé, no Algarve, no âmbito da musealização deste sítio, e na Igreja São Francisco, no morro do castelo de Bragança, em Trás-os-Montes, integrada nos arranjos exteriores do templo, são outras das intervenções arqueológicas que fazem parte da exposição.

Em 2015, foram distinguidas intervenções na Vista Alegre, em Ílhavo, e em Vila Velha de Ródão.

A mostra resulta da seleção de intervenções arqueológicos em sítios do território nacional, incluindo náuticas e subaquáticas, que se destacam pelas descobertas que permitiram ou pelo seu caráter exemplar, disse a diretora do Departamento de Bens Culturais da Direção-Geral do Património Cultural, Catarina Coelho.

Com a iniciativa, pretende-se divulgar “junto do grande público” parte do trabalho de arqueologia desenvolvido ao longo do ano, tanto no âmbito da iniciativa pública, como privada, e torná-lo mais acessível, acrescentou Catarina Coelho, na apresentação da exposição.

Durante a mesma sessão, as arqueólogas Sónia Filipe e Sara Almeida detiveram-se sobre as estratégias, metodologias e resultados da intervenção realizada na Estufa Grande, de acordo com projeto do arquiteto João Mendes Ribeiro.

A Estufa Grande do JBUC, que começou a ser construída em 1859 (o Jardim foi criado em 1772), é “um dos mais antigos edifícios da arquitetura do ferro em Portugal”, conjugando de forma “perfeita” o ferro e o vidro, conferindo-lhe uma beleza invulgar.

Albergando essencialmente plantas tropicais e subtropicais, a estufa está dividida em três secções, que “reproduzem climas tropicais, subtropicais e temperados”, possuindo “uma grande diversidade de espécies, das quais se destacam orquídeas, plantas carnívoras, árvores tropicais e fetos”.

*Lusa

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