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BeiraNews | Fevereiro 25, 2020

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Movimento Ibérico Antinuclear organiza fórum mundial em Madrid em 2019

Movimento Ibérico Antinuclear organiza fórum mundial em Madrid em 2019
José Lagiosa

O Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) vai organizar em 2019 o Fórum Social Mundial Antinuclear, em Madrid (Espanha), disse hoje à agência Lusa um dos membros coordenadores do MIA Portugal.

“Foi dado início ao trabalho de organização de um evento com muita importância, que vai decorrer na Península Ibérica em 2019, em Madrid – o Fórum Social Mundial Antinuclear, que decorreu em 2017, em Paris. Já está aprovada a sua realização”, disse o dirigente da associação ambientalista Quercus e coordenador nacional do MIA Nuno Sequeira.

O grupo coordenador do MIA Portugal esteve hoje presente na 3.ª assembleia geral do movimento antinuclear, que se realizou em Cuenca (Espanha) e onde foi discutido e aprovado o modelo organizativo, foi feito o balanço de 2017 e foi debatido o plano de atividades para o próximo ano.

“Foi feito aqui um debate com vista a definir um programa de atividades para 2018. Aquilo que foi aprovado foi a continuação da luta antinuclear nos dois países, com a realização de ações descentralizadas de mobilização, como forma de continuar a sensibilizar as populações para este grave problema do nuclear”, frisou.

O representante explicou ainda que outro dos objetivos do MIA passa por forçar os Governos de Portugal e de Espanha a tomarem posições que levem ao encerramento, no mais curto espaço de tempo, das centrais nucleares espanholas, nomeadamente a de Almaraz, que é a mais antiga.

“Queremos também pressionar os Governos no sentido de não permitir o avanço de outros projetos ligados ao nuclear que teriam impactos transfronteiriços grandes, como, por exemplo, as minas de urânio de Retortilho, perto de Salamanca (Espanha), e o armazenamento de resíduos nucleares que estão previstos para alguns locais em Espanha, perto da fronteira [portuguesa]”, sustentou.

O ambientalista realçou também que todas as organizações do MIA consideram inaceitável o adiamento negociado entre Portugal e Espanha que permite que as centrais nucleares vejam alargado o prazo para pedirem a renovação das suas licenças.

“Entendemos que é imprescindível continuar a luta contra o nuclear, sensibilizando as populações e forçando os Governos a alterar esta posição e a tomar medidas para o encerramento das centrais no mais curto espaço de tempo possível”, referiu.

*Lusa

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