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BeiraNews | Janeiro 19, 2020

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Plataforma contra as portagens pede reunião ao ministro Adjunto

Plataforma contra as portagens pede reunião ao ministro Adjunto
José Lagiosa

 A Plataforma de Entendimento Conjunto, que agrega várias entidades contra as portagens, anunciou hoje que vai pedir uma reunião ao ministro Adjunto, que na última semana admitiu a possibilidade de haver uma revisão das portagens no Interior.

“Conhecida a posição pública sobre esta matéria, tomada pelo ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, que admite ‘baixar os preços das portagens do interior para empresas, visando aumentar a competitividade das zonas mais periféricas’, as organizações regionais que constituem esta ´Plataforma de Entendimento Conjunto´, nos próximos dias, vão enviar um pedido de audiência ao ministro Adjunto”, está referido na nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Constituída por várias entidades do distrito de Castelo Branco, nomeadamente pela Associação Empresarial da Beira Baixa, pela Comissão de Utentes da A23, pelo Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior e pela União dos Sindicatos de Castelo Branco, a Plataforma de Entendimento Conjunto (PEC) tem desenvolvido várias diligências no sentido de apresentar as razões que justificam a abolição das portagens na A23 e A25.

“Entre as várias considerações expressas, a PEC reafirmou que a posição assumida é pela abolição das portagens. No entanto, não querendo tomar uma posição radical que possa ser acusada de insensata, admite uma proposta de redução progressiva até à sua abolição, desde que devidamente planeada no tempo e com identificação clara do fim da sua aplicação”, aponta esta plataforma, especificando que os seus representantes foram recebidos pelos diferentes grupos parlamentares na Assembleia da República e pela Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas e pela omissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

Os efeitos negativos que as portagens tiveram na economia e na vida das populações do Interior, o facto de estas serem estradas que foram criadas como Scut (vias sem custos para o utilizador), ou a resposta que já é possível dar à região face aos sinais positivos que o país tem vindo a registar, podendo agora reverter uma medida que foi penalizadora, foram outros dos argumentos apresentados nos encontros e que esta plataforma continua a reiterar.

Lembrando que está em causa um território de baixa densidade em que nem sequer existem vias alternativas, a PEC também apresentou uma comparação de custos em diversas autoestradas, que conclui que os valores praticados na A23 são muito mais elevados, comparativamente a algumas autoestradas do litoral.

Dados e argumentos que, como é lembrado, nunca conseguiram apresentar ao ministro do Planeamento das Infraestruturas, que nunca terá respondido ao pedido de audiência que lhe foi feito e que seguirá agora para o ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira.

*Lusa

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