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BeiraNews | Março 21, 2019

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Câmara de Belmonte com orçamento de 10,2 ME no próximo ano

Câmara de Belmonte com orçamento de 10,2 ME no próximo ano
José Lagiosa

A Câmara de Belmonte contará em 2018 com um orçamento de 10,2 milhões de euros, o que representa uma redução de cerca de 500 mil euros relativamente ao deste ano, disse o presidente do município, António Dias Rocha (PS).

O documento foi aprovado por maioria na Assembleia Municipal, que se realizou quinta-feira à noite, e contou com a abstenção da coligação PSD/MPT e com o voto contra da CDU.

António Dias Rocha explicou que este orçamento segue uma linha de continuidade e especificou que o valor previsto é ligeiramente menor do que o de 2017, visto que, depois de um ano eleitoral, é preciso “mais contenção e mais equilíbrio”.

Segundo explicou, está prevista a conclusão do Centro Escolar de Caria e do arranjo do campo de futebol, que são as duas obras mais “emblemáticas” do conjunto de intervenções a levar a cabo ao longo de 2018 neste concelho do distrito de Castelo Branco.

Juntam-se-lhe a conclusão da intervenção no piso térreo da Loja do Cidadão, as obras de manutenção do Centro Escolar de Belmonte e o arranque do Centro Interpretativo de Centum Cellas, do Centro Interpretativo da Fórnea e do Jardim Público na freguesia de Caria.

António Dias Rocha também referiu a recuperação do edifício da antiga hidráulica, que deverá acolher a sede da Junta de Belmonte, bem como o arranjo das vias rodoviárias do concelho.

Destacou ainda os apoios sociais, com especial atenção para os idosos mais isolados do concelho.

Pelo PS, Licínio Benedito enalteceu que se mantenha o foco nas ações sociais, no ensino, na cultura e no ordenamento do território, tendo ainda deixado votos para que a taxa de execução esteja próxima dos 100%.

Já José Alberto Gonçalves (CDU), que votou contra, considerou que “a resposta a alguns dos problemas mais graves com que a população do concelho se depara continua a ser adiada”, salientou que não se vislumbra na proposta apresentada uma aposta nas freguesias e criticou que se mantenha a “linha de continuidade do mandato anterior, sem qualquer inovação ou novidade”.

Por seu turno, os eleitos da coligação PSD/MPT assumiram que o documento tem alguns “aspetos positivos” nas políticas sociais e culturais, mas criticaram duramente o capítulo das funções económicas, no qual dizem ter encontrado um “total deserto de ideias, projetos e ações”.

Em nome da coligação, José Carlos Gonçalves destacou o facto de a maioria das ações desse ponto terem apenas um euro inscrito, designadamente a plataforma de produtos locais, o programa de indústria e energia, a construção de áreas empresarias, a criação do parque tecnológico ou o portal do empresário, entre outros.

Na resposta, António Dias Rocha frisou que tal é feito para não fechar as rubricas e para deixar em aberto a possibilidade de fazer alterações orçamentais, caso se obtenham financiamentos ou outras formas de concretizar os projetos.

*Lusa

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