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BeiraNews | Junho 3, 2020

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Petição pela demissão da presidente da Raríssimas reúne mais de 1600 assinaturas em duas horas

Petição pela demissão da presidente da Raríssimas reúne mais de 1600 assinaturas em duas horas
José Lagiosa

Uma petição pública que pede a “demissão imediata” da presidente da Associação Raríssimas, após denunciadas alegadas irregularidades na gestão financeira e uso indevido de dinheiros da instituição, reuniu em pouco mais de duas horas mais de 1600 assinaturas.

No sítio da internet peticaopublica.com, um serviço gratuito de petições ‘online’, o texto, posto a circular ao início da manhã de hoje, e que considera “inadmissível que esta Sra. [Paula Brito e Costa] continue a desempenhar funções até que sejam averiguadas todas as provas expostas na reportagem pela jornalista Ana Leal da TVI”, contava às 12.00 com cerca de cem assinaturas e às 15.20 já tinham assinado o texto mais de 1.600 pessoas.

O canal televisivo TVI divulgou no sábado uma reportagem sobre a gestão da associação Raríssimas – Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, financiada por subsídios do Estado e donativos. A investigação mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro em compra de vestidos e vários gastos pessoais.

Os autores da petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, Presidente da República Portuguesa, SIC, TVI,RTP e Portugal Telecom, pedem ainda que assinem o texto para que “justiça seja feita perante todos os funcionários da mesma instituição e principalmente pelos seus doentes”.

Hoje manhã, a Procuradoria-Geral da República avançou que o Ministério Publico está a investigar a Raríssimas, após uma denúncia anónima relativa a alegadas irregularidades na gestão financeira e ao uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.

No domingo, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou que vai “avaliar a situação” da Raríssimas e “agir em conformidade”, após a denúncia dos alegados factos ilícitos.

A nota do Ministério acrescenta que “os apoios atribuídos pela Segurança Social às diversas instituições de solidariedade social ou equiparadas enquadram-se no desenvolvimento das respostas sociais protocoladas, tais como acordo de cooperação ou apoios no âmbito do Fundo de Socorro Social, tendo como base os valores previstos na lei e o número e modelo de utentes dessas respostas”.

Antes da posição do Ministério, a direção da Raríssimas divulgou um comunicado na rede social Facebook no qual diz que as acusações apresentadas na reportagem são “insidiosas e baseadas em documentação apresentada de forma descontextualizada”, afirmando que as despesas da presidente em representação da associação estão registadas “contabilisticamente e auditadas, tendo sido aprovadas por todos os órgãos da direção”.

A direção da Raríssimas destaca ainda que, “contrariamente ao que foi dito na reportagem, não está em causa a sustentabilidade financeira” da associação.

“Para o exercício da função de representação institucional da Instituição, é essencial uma imagem adequada da sua representante”, afirma a associação.

A direção da Raríssimas acrescenta ainda que divulgará um direito de resposta em 48 horas, “no qual todas as questões levantadas pela reportagem merecerão um esclarecimento cabal e fundamentado”, e que “todas as acusações de que a Direção da Raríssimas na pessoa da dra. Paula Brito e Costa e restantes visados foram alvo serão devidamente retratadas seguindo os procedimentos legais previstos.

*Lusa / Foto: MadreMedia

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