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Proença-a-Nova inspira alunos de Belas Artes de Lisboa

A Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), ao abrigo do protocolo com o Município de Proença-a-Nova, promoveu duas residências artísticas no concelho durante o mês de dezembro.

O primeiro grupo, composto por 38 alunos finalistas de licenciatura em Escultura, debruçou-se sobre a escultura efémera a partir da natureza da Aldeia Ruiva e imediações para desenvolverem o projeto para a disciplina de Escultura V.

Inspirando-se na realidade que os rodeava e nos materiais que a envolvente lhes forneceu, como as cores das folhas outonais, as cascas das árvores, a terra, a água e o vento, os alunos realizaram esculturas a partir dos elementos naturais.

Para uma das professoras responsáveis, Andreia Pereira, este trabalho de campo é importante, “pois dá aos alunos a oportunidade de trabalhar em contexto real, com um conjunto de condicionantes como um espaço de tempo conciso para resolver o exercício com as condições que vão encontrar no local. Dá-lhes um sentido de responsabilidade mais apurado, o que é fundamental. É muito importante dar a estes alunos competências de responsabilidade e cumprimento de prazos, assim como os prepara para a comunicação com o outro, pois terão de explicar à população local o que estão a fazer e porque estão ali”.

O segundo grupo de alunos da FBAUL, composto por 11 alunos de Mestrado em Escultura, no âmbito da disciplina de Projeto e Laboratório em Escultura, realizou um trabalho de identificação do espaço físico e das vivências em aldeias com poucos habitantes do concelho: Fórneas, Esfrega, Herdade, Cunqueiros, Oliveiras, Figueira, Vale da Mua, Sobral Fernando, Ripanço; e aldeias abandonadas: Pedreira e Aldeia do Marcelino.

A partir da informação recolhida irão realizar um projeto para uma futura intervenção nestes espaços, nas diferentes localidades com várias configurações: aldeias com população residente e organizada num sentido comunitário de sustentabilidade; aldeias que são habitadas sazonalmente; aldeias onde existem apenas ruínas arquitetónicas como vestígios de um outro tempo e “encontrámos também uma população extremamente empática, aberta e interessada em comunicar connosco”, conta a professora.

O objetivo desta residência foi estabelecer relação com estes lugares abandonados ou em processo de abandono e com a realidade das pessoas que os habitam e dessa relação surgirá a base para os futuros trabalhos.

Está previsto que este grupo regresse daqui a um ano, dando continuidade ao projeto realizado durante esta primeira residência.

“No entanto, queremos salientar que o objetivo é que o resultado final tenha significado principalmente para a população de Proença-a-Nova”, completa Andreia Pereira.

 

 

 

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