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Covilhã e Fundão repudiam exploração mineira da Argemela na Assembleia da República

Decorreu na Assembleia da República, durante a manhã da última terça feira, a audiência da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação onde foi abordada a concessão da exploração mineira da Serra da Argemela, no concelho da Covilhã.

Estiveram presentes os presidentes das Câmaras Municipais da Covilhã e do Fundão, da União de Freguesias Barco e Coutada, das Juntas de Freguesia de Silvares, Lavacolhos, e a professora Maria do Carmo Mendes, primeira subscritora da petição que solicita a adoção de medidas com vista à preservação da serra da Argemela, contra a extração mineira.

A posição dos autarcas foi clara: repúdio total da atribuição de licença de exploração mineira na Argemela.

De recordar que, reunida em sessão ordinária, no dia 3 de março de 2017, a Câmara Municipal da Covilhã aprovou, por unanimidade, uma Moção de Protesto, com efeitos de reclamação no âmbito do processo de requerimento da empresa PANNN, Consultores de Geociências, Lda., para celebração do contrato de concessão de exploração de depósitos minerais na Argemela, área deste concelho na União de Freguesias de Barco e Coutada.

Vítor Pereira, presidente do Município da Covilhã, afirmou hoje perante a Comissão a necessidade de “sopesar as vantagens de natureza económica, social e as implicações no que diz respeito aos dados colaterais de uma exploração mineira. Estamos a falar de uma exploração a céu aberto, em socalcos, com recurso a explosivos e processamento de minerais com substâncias tóxicas”.

Para o autarca são reais as preocupações quanto à contaminação dos lençóis freáticos, dos cursos de água e dos solos agrícolas.

Vítor Pereira frisa mesmo que o Rio Zêzere, situado na proximidade da área a concessionar, “vai desembocar à Barragem de Castelo de Bode, que como todos sabem, abastece Lisboa”.

“Lutamos por mais investimento na nossa região, mas não é sedutora uma exploração desta natureza. Empregos sim, mas não a qualquer custo. Temos o direito de preservar a nossa paisagem e propiciar saúde e felicidade às nossas populações. Trocar uma montanha verdejante por uns quilos de minério? Não, obrigado”, concluiu o autarca da Covilhã.

 

 

 

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