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Tribunal de Família de Lisboa: IURD é a ponta do iceberg

Muito se tem falado, da IURD e do Tribunal de Família de Lisboa depois do excelente trabalho jornalístico “O Segredo dos Deuses” no qual são denunciadas adopções ilegais.

José Lagiosa

Só para quem não lidou na década de 90, com alguns dos agentes desse tribunal, pode ficar surpreendido com as ilegalidades e critérios muito duvidosos de alguns dos responsáveis e técnicos desse tribunal.

Esta afirmação pode parecer inócua, mas é feita com base em factos reais passados nesse mesmo tribunal.

Não se trata de um caso de adopção mas os intérpretes são os mesmos.

Assistentes sociais, magistrados, e outros técnicos que, à data faziam, e perdoem-me a generalização, gato sapato de relatórios médicos e pareceres técnicos de profissionais com provas dadas na matéria, tomando partido de uma das partes, em processo que corria nesse tribunal e que implicava, entre outros, práticas de abusos sexuais sobre menor, com processo crime a correr simultaneamente no Tribunal da Boa Hora.

Os interesses de uma das partes, por sinal pai biológico da criança, foi constantemente “apaparicado” pelas doutas assistentes sociais que fabricavam relatórios onde a figura paterna era acerrimamente elogiada e a mãe enxovalhada sem que para tal houvesse motivos, é prova disso.

Só a persistência dessa mãe, a sua luta tenaz contra tudo e contra todos permitiu que a sua filha não ficasse sob a alçada de um pai manifestamente pedófilo, há relatórios da Polícia Judiciária e do serviço de psicologia do Hospital Júlio de Matos, que não deixam margem de dúvida.

“…as supramencionadas características de personalidade e os dados de biografia racional são compatíveis com a personalidade do referido comportamento desviante”, lê-se num desses relatórios médicos, referindo-se ao homem em causa.

Este é um dos casos, que só encontraria o seu desfecho, em prol dos mais elevados interesses da criança, noutra comarca, em consequência de uma mudança de residência da mãe e da criança.

Este é só um exemplo de tantos outros que nos anos 90 aconteceram por aquele Tribunal de Família de Lisboa e cujo caso das crianças adoptadas por responsáveis da IURD, será o caso mais monstruoso.

Uma certeza fica, aquela ou pelo menos aquela, foi uma década nefasta para todos, crianças e familiares, que por lá tiveram que passar, com atrocidades e violações da lei, por parte daqueles que mais deviam defender crianças indefesas.

A justiça às vezes tem destas coisas. É servida por agentes sem escrúpulos e que se deixam vender a troco de patacos, sonegando a justiça aos mais fracos em prol dos mais poderosos e influentes.

De vez em quando há as excepções que confirmam a regra!

*José Lagiosa, diretor do beiranews.pt

 

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