Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image
       

BeiraNews | Agosto 25, 2019

Ir para o Topo

Topo

Sem Comentários

Catarina Martins acusa Rio de ser voz da direita que quer bloco central

Catarina Martins acusa Rio de ser voz da direita que quer bloco central
José Lagiosa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, acusou hoje o presidente eleito do PSD, Rui Rio, de ser “a voz da direita conservadora” que “quer voltar ao bloco central” e ao” monopólio do negócio”.

O recém-eleito líder do PSD “é, precisamente, a voz dessa direita conservadora, dessa direita dos negócios que quer voltar ao bloco central, ao monopólio do negócio, que faz com que o poder político se vergue sempre face ao poder económico”, afirmou.

Discursando em Fafe num encontro em que foi discutida a política florestal, Catarina Martins defendeu que o BE tem construído “um caminho que é difícil” para “uma economia mais justa, que responda melhor pela vida das pessoas, que tenha um país menos desigual”.

“E isso são escolhas económicas que afrontam sempre o poder económico: é assim na floresta, como é assim em tudo”, destacou, acrescentando: “A direita está incomodada, porque sabe que, cada vez que nós conseguimos que as pessoas que aqui vivem, que aqui trabalham, vivam um bocadinho melhor, significa que temos a coragem de afrontar os grandes interesses económicos que têm mandado sempre no país”.

Para a dirigente partidária, “não é por acaso que a direita tem um incómodo crescente com a existência de acordos que à esquerda também influenciam e determinam parte da ação do Governo”.

Catarina Martins assinalou depois que “a floresta é um combate político dos mais duros que existem”.

“Se durante tanto tempo se fez de conta que a floresta não tinha nada a ver com a política foi precisamente para esconder o que foi feito, para dar sempre mais poder aos mesmos”, insistiu.

Recordou também que “a floresta é um espaço de riqueza económica que é disputado”, observando que “a mistura de abandono do interior e de paternalismo serve para que os grandes interesses económicos ocupem todo o espaço”.

“E são eles que o estão a ocupar quando a política falha”, exclamou.

A coordenadora do BE considera, por outro lado, que as atuais entidades de gestão florestal “não têm nenhuma relação com o espaço concreto” e “são uma forma de os fundos financeiros comprarem território para o explorar de uma forma que não criam emprego e riqueza nos locais onde fica a floresta”.

A proposta do BE, defendeu Catarina Martins, passa pela criação de unidades de gestão florestal e “pela intervenção pública, em que o Estado assume responsabilidades para com a propriedade da terra, quando ela está abandonada, porque tem de o fazer”.

A dirigente defendeu, por isso, que o Estado deve assumir “a responsabilidade de juntar os proprietários locais e de, com eles, criar regras que protejam o território e que distribuam a riqueza que a floresta cria por essaspopulações”.

*Lusa / Foto: José Coelho / Lusa

Comentar