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BeiraNews | Novembro 17, 2019

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Plataforma promove ação de arborização na Albufeira de Sta Águeda/Marateca

Plataforma promove ação de arborização na Albufeira de Sta Águeda/Marateca
José Lagiosa

O grupo cívico Plataforma de Defesa da Albufeira de Santa Águeda promove, amanhã dia 20 de janeiro (sábado), uma ação “piloto” de arborização numa fração da faixa de “proteção total” desta albufeira.

A acção visa servir de exemplo, para um eventual e possível prolongamento futuro, no intuito de que as diversas funções que justificaram o estabelecimento desta faixa possam ser efetivamente obtidas.

Esta atividade inicia-se às 9h30, recorrendo a um número de voluntários na ordem dos 20.

A Albufeira de Santa Águeda/Marateca tem uma enorme importância para a região, não só pelo fornecimento de água a vários concelhos, como também por toda a sua envolvência ambiental.

Boa parte das margens mais imediatas da albufeira de Sta. Águeda, designadamente na faixa com regime de “proteção total” – faixa de 50 metros de largura a partir do nível máximo do plano de água – encontram-se total ou parcialmente desarborizadas.

Esta condição limita enormemente a obtenção dos múltiplos serviços que, teoricamente, tal faixa deveria prestar e que justificaram o seu estabelecimento.

Entre estes, inclui-se o facto de contribuir para a estabilização apropriada das margens, de servir como zona tampão face a eventuais processos erosivos e de lixiviação, de funcionar como corredor ecológico para a fauna, e contribuir, sobremaneira, como sistema natural de depuração contínua das águas (a custo zero), importantíssima face ao propósito mais importante desta albufeira, que é o fornecimento de água com qualidade apropriada para abastecimento urbano.

Por tal motivo, constitui uma intenção da Plataforma de Defesa da Albufeira de Sta. Águeda, contribuir para corrigir esta situação, mediante uma iniciativa de arborização “piloto”, com recurso a voluntariado, que sirva de exemplo perante o restante perímetro desarborizado da albufeira.

Recorrer-se-á unicamente a propágulos de vegetação autóctone, recolhidos localmente, das espécies que aí existem mais apropriadas para o efeito – designadamente, dos salgueiros branco (Salix salvifolia) e preto (Salix atrocinerea).

Os propágulos consistirão de estacas, que permitirão, por multiplicação clonal, um aceleramento do estabelecimento do coberto a instalar.

Além disso, facilitarão a colonização gradual com outras espécies autóctones, por via da dispersão mais facilitada de sementes locais por aves.

Posteriormente (daqui por uns 2 anos, por exemplo), poderão, acessoriamente, ser instaladas por plantação outras espécies lenhosas autóctones locais, no sentido de se enriquecer o elenco florístico do conjunto.

Mas, nesta fase inicial, a ação de instalação dos salgueiros, como pioneiras de rápido crescimento, torna-se fundamental.

Barragem da Marateca

A área escolhida para esta ação “piloto” consiste numa fração de terreno que é propriedade do Estado, designadamente do Município de Castelo Branco, e, ao mesmo tempo, com facilidade de acesso.

Trata-se de uma extensão de área, de cerca de 225 metros de extensão, que vai desde o paredão da albufeira até uma mancha de eucaliptos.

Esta extensão de área mais perto da linha de água encontra-se, ao presente, praticamente desprovida de qualquer tipo de coberto de vegetação.

A iniciativa vem no seguimento da realização de uma Conferência Técnica no auditório da Junta de Freguesia de Castelo Branco, no dia 29 de maio de 2017, onde foram expostas várias preocupações no que respeita à Albufeira de Santa Águeda, entre as quais a acumulação de lixo ao longo das margens e o estado de degradação do ecossistema ripícola envolvente, com diversas consequências negativas para o estado da água que daí decorrem.

Em consequência disso, no dia 4 de novembro efetuou-se uma limpeza generalizada de lixo, por toda a extensão de margens da albufeira.

A ação de arborização do dia 20 de janeiro, numa pequena fração de margem desta albufeira, permitirá deixar exemplo no terreno que permita inspirar proprietários com terrenos limítrofes à Albufeira a poderem vir a fazer algo semelhante, ou pedir ajuda, mais esclarecida, para tal.

Esta ação mereceu a autorização, e especial acolhimento e incentivo por parte da APA e do Município de Castelo Branco.

*Com Luís Rodrigues

 

 

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