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BeiraNews | Julho 17, 2019

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ULS de Castelo Branco reforça urgências com gabinete de apoio aos utentes

ULS de Castelo Branco reforça urgências com gabinete de apoio aos utentes
José Lagiosa

A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) vai disponibilizar, a partir de segunda-feira, um gabinete de apoio aos utentes no serviço de urgência do Hospital Amato Lusitano (HAL).

“No sentido de facilitar as informações dadas aos utentes e famílias nesta altura em que se prevê uma maior alfuência ao serviço de urgência, a Unidade Local de saúde de castelo branco irá disponibilizar a partir de segunda-feira, dia 08 de janeiro, no serviço de urgência, um gabinete de apoio”, refere em comunicado a ULSCB.

A ULSCB explica ainda que este reforço no serviço de urgência do HAL tem como objetivo prestar informação aos utentes e familiares que se encontrem no serviço e adianta que as equipas do serviço de urgência do hospital, “estão em condições para que o seu atendimento decorre em tempo útil”.

Recorda também que as urgências hospitalares “têm um maior fluxo de pessoas” e aconselha, em primeiro lugar, a deslocação ao centro de saúde e o recurso ao médico de família.

Alerta ainda as pessoas  que no serviço de urgência, “tem mais facilidade em contrair algumas infeções durante o tempo de espera”.

 

 

 

 

 

Comentários

  1. Carlos Marques

    ULS de Castelo Branco reforça urgências com gabinete de apoio aos utentes

    “No sentido de facilitar as informações dadas aos utentes e famílias nesta altura em que se prevê uma maior afluência ao serviço de urgência, a Unidade Local de saúde de castelo branco irá disponibilizar a partir de segunda-feira, dia 08 de janeiro, no serviço de urgência, um gabinete de apoio com o objetivo prestar informação??? aos utentes e familiares que se encontrem no Serviço”,

    Registamos e agradecemos esta preocupação em “prestar informação”. Agradeceríamos muito mais que fossem, melhoradas, alteradas as condições: humanas, técnicas e físicas do atendimento na Urgência do HAL. Continua o poder político a pensar que com resoluções teóricas de última hora, como se a gripe tivesse apenas “atacado” este ano! Não cuidando em prestar cuidados de saúde, competente e responsável durante todo o ano, prevendo situações extremas.
    A titulo de exemplo vou contar criticamente um atendimento no Serviço de Urgência do HAl que deixo à consideração de todos.
    Há dias acompanhei pela segunda vez ao Serviço de Urgência do Hospital Amato Lusitano, um familiar, querido, de idade avançada, neste período de festas, comemorações e outras manifestações de solidariedade, amizade, religiosidade, vaidade, de emoções fortes… ou nem por isso.
    Por se tratar de pessoa já com alguns problemas cognitivos e de localização, era meu dever acompanhá-lo, pois ele fez isso por mim durante muitos anos.

    Posto isto e porque não quero abdicar de pensar criticamente, mas sem intenção de ferir suscetibilidades pessoais, profissionais e ou institucionais, descrevo a triste saga que experienciei no Serviço de Urgência do HAL no dia em que acompanhei este meu familiar próximo, com capacidades diminuídas e dependente de auxilio de outrém
    Fiz a ficha de inscrição cerca da 10: 00 Horas: acto administrativo rápido e sem problemas;
    Esperei na sala contigua pela chamada para a triagem- acto que não demorou muito, o que me reconfortou, pois, o espaço de espera é no mínimo desconfortável, descaracterizado, degradante, que as obras em curso não justificam, nem desculpam.
    As obras estão a ser executadas sem preocupação alguma com o conforto e segurança dos utentes, para além do tempo excessivo que já levam, segundo testemunho de funcionários e utentes regulares e pouco eficazes para a melhoria futura da prestação de um serviço de qualidade, técnica e humana (opinião da maioria dos profissionais que exercem funções na urgência do HAL, que comigo compartilharam as suas opiniões, as quais agradeço).
    Chamados para nos dirigirmos ao gabinete do médico de serviço, verifiquei não haver sinalética adequada, funcionário responsável para orientar o utente, o espaço parece mais uma zona de guerra… Explico: pessoas à procura do gabinete médico, pessoas à espera de resultados de exames, pessoas em tratamento, pessoas a lutar pela vida, em espaço muito pouco reservado (sala de reanimação)… Doentes com gripe e ou com outras doenças de fácil transmissão em ambiente com temperatura elevada…
    Após a consulta que foi realizada de forma correcta e profissional, sensível ao sofrimento e reconfortante em palavras, deu-se início ao calvário da espera neste ambiente físico, despersonalizado, desorganizado, desumanizado, com queixas, tensões e desconforto de toda a gente, funcionários e utentes a que alguns funcionários dão voz, por terem opinião técnica e critica, manifestando a sua indignação e revolta, que ninguém responsável ouve ou pergunta a opinião: a quem efectivamente “sente” no seu dia a dia de trabalho, este ambiente pouco saudável.
    A forma descoordenada, sem planeamento adequado, sem acompanhamento da situação do doente, sujeita os funcionários, no geral, a exercer funções num local, fundamental e impactante na saúde própria e dos cidadãos utentes, sala de estar e entrada da instituição digna que é o HAL, inviabilizando a função de curar, salvar ou preservar a vida de utentes e profissionais.

    Cerca das 13 horas e perguntando a um profissional, que julgo ser enfermeiro (pois a identificação dos profissionais deixa algumas dúvidas) que circulava, se o resultado das análises que o meu familiar realizou estavam demorados, respondeu que não sabia, não permitindo outra interpelação, pois estava muito ocupado. Passado algum tempo estranhei algum abrandamento da azáfama e da diminuição muito significativa de funcionários mantendo-se o número de utentes, em espera. Lembrei-me que eram horas de almoço e o meu familiar, doente, necessitava de almoçar e mostrava irritação e ansiedade. Apenas vi um auxiliar (vulgo maqueiro), perguntei-lhe onde o utente e o acompanhante poderiam almoçar… de forma correcta e profissional respondeu não haver local ou serviço, próximos do Serviço de Urgência ou no Hospital, que servisse refeições rápidas, a utentes e ou visitantes, trazendo, contudo, uma sopa aguada, que agradeci, e o meu familiar bebeu… E esperei…esperei…
    E por estar cansado, irritado, desiludido, termino dizendo: A saga terminou cerca das 21:00 Horas, sem o doente e acompanhante terem comido o que quer que seja, pois, a máquina distribuidora situada no exterior das instalações não tem alimentos adequados, nem garantia visível da qualidade intrínseca do produto que oferecem, correndo risco real de intoxicação alimentar. Declaro, sem equivoco, que a Urgência do HAL põe em causa a saúde pública, dos seus utentes, acompanhantes e profissionais, não cumprindo o objectivo para o qual foi criada.
    Nota: A prescrição da medicação pelo médico, foi aplicada ao doente, após a minha solicitação junto de uma enfermeira, minha conhecida, ao ver o sofrimento do meu familiar, passados 40 minutos.

    E aqui chegado interrogo-me: onde estão e o que fazem, os nossos políticos nacionais, locais, os que não “vêem”, “entendem”, ou não se preocupam…?
    Viverei eu numa cidade e num concelho onde tudo corre mal na área da saúde, mas onde os cidadãos se calam por comodismo, medo ou compadrio? Não quero crer! Os Albicastrenses de nascimento ou de opção de vida, devem merecer mais respeito , quero crer!

    Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime.
    Hannah Arend

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