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Sismo a Nordeste de Arraiolos foi sentido mas não causou danos materiais ou pessoais

O sismo pequeno de magnitude 3,1 na escala de Richter que hoje foi sentido a 08 quilómetros a Nordeste de Arraiolos, no distrito de Évora, não causou danos pessoais ou materiais, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera.

Um pequeno sismo, de magnitude 3,1 na escala de Richter, foi registado esta quinta-feira na Rede Sísmica do continente às 4h15 e teve epicentro no distrito de Évora, no Alentejo. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo, que teve epicentro 6 quilómetros a nordeste de Arraiolos, foi sentido.
“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli modificada) na região de Arraiolos”, indicou o IPMA.
De acordo com informação do IPMA, a intensidade III corresponde a Fraco e o IV a Moderado. Neste último caso, “os objetos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada duma bola pesada nas paredes. Carros estacionados balançam. Janelas, portas e loiças tremem. Os vidros e loiças chocam ou tilintam. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”.
A 15 de janeiro, um sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter foi registado nas estações da rede Sísmica do Continente às 11h51 com epicentro a cerca de seis quilómetros a Norte-Nordeste de Arraiolos, no distrito de Évora. O tremor de terra foi sentido em Portugal continental, nomeadamente em vários concelhos do Alentejo.
Os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequeno (3,0-3,9), ligeiro (4,0-4,9), moderado (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grande (7,0-7,9), importante (8,0-8,9), excecional (9,0-9,9) e extremo (superior a 10).
O Instituto recorda que a localização do epicentro de um sismo “é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas”, lembrando que “agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes”. “Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação”, acrescentou.
Recorde-se que, no passado dia 15 de janeiro, a mesma zona de Arraiolos registou um sismo de magnitude 4,9 ao final da manhã 11h51: foi o maior sismo registado em terra desde 1998 e sentido num raio de 280 quilómetros.
*Lusa

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