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Cronómetros regressam à Volta ao Alentejo


A inclusão de uma etapa de contrarrelógio na 36ª volta ao Alentejo Crédito Agrícola é uma das novidades da prova que se corre entre 14 e 18 de março.
A luta contra o cronómetro que regressa após ausência de nove anos será uma das seis etapas que compõe esta edição que conta com 21 equipas na estrada.
São 751,9 quilómetros divididos pelos habituais cinco dias de prova que vão percorrer todas as latitudes da região começando em Vendas Novas e terminando como habitualmente em Évora numa organização da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Podium Events.

SEIS ETAPAS E UMA JORNADA DUPLA

A participação de Vendas Novas é um regresso à principal manifestação desportiva que se realiza no Alentejo e acontece logo ao primeiro dia.
A etapa inaugural terá 173,5KM com contagem de montanha de 4ª categoria em Montemor-o-Novo e as Metas Volantes instaladas em Viana do Alentejo, Vidigueira e Moura.
O final, em Serpa, vai revelar o primeiro líder entre os quase 150 homens do pelotão.
A 2ª etapa da Volta ao Alentejo Crédito Agrícola será a mais longa com 205,2KM entre Beja e Sines num percurso que antes de chegar ao litoral será pontuado pelas Metas Volantes em Aljustrel, Odemira e Santiago do Cacém, e por um único Prémio de Montanha, na despedida do concelho de Odemira.
 
 
Será com o fim de semana quase à porta, que a prova chega a meio.

Joaquim Gomes à esquerda e José Calixto. presidente da CIMAC

A 3ª etapa acrescentará os 149,3Km que serão percorridos entre Grândola e Arraiolos, marcando passagem nas Metas Volantes de Alcácer do Sal, São Geraldo e Pavia.
Os Prémios de Montanha em Montemor-o-Novo e Mora, ambos de 4ª categoria, vão animar a luta pelo melhor trepador da “Alentejana”.
O sábado, 17 de março, quarto dia de competição, vai ser bem diferente com a realização de duas etapas: primeiro cumprem-se 64,2KM.
A curta distância iniciada em Monforte é compensada pela dura travessia da Serra de São Mamede antes do final em Portalegre.
Em Arronches haverá Meta Volante e no Parque Natural dois Prémios de Montanha de 2ª categoria, um deles, Cabeço do Mouro, a apenas cinco quilómetros e meio da meta.

Cronómetros regressam à Volta ao Alentejo

Sem tempo para aproveitar a diversidade natural e paisagística do Norte Alentejano, assim como os sabores da região, a caravana seguirá para Castelo de Vide que nessa tarde recebe um contrarrelógio de 8,4KM.
Será curta, dura e intensa a luta contra o cronómetro que vai enfrentar a subida ao alto da Sra. da Penha, ermida na Serra de São Paulo, de onde se avista a pitoresca vila de Castelo de Vide.
É o regresso do contrarrelógio ao fim de nove anos de ausência na “Alentejana”.
Com a classificação mais definida, as despedidas da “Alentejana” fazem-se no domingo com a 6ª e última etapa a ligar Castelo de Vide a Évora numa distância de 151,3KM.
Fronteira, Estremoz e Redondo são as derradeiras Metas Volantes e na Serra D’Ossa discute-se o Prémio de Montanha final.
A meio da tarde, na Praça do Giraldo, onde todos os caminhos vão dar na Évora, Património Mundial da UNESCO será coroado o vencedor da 36ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola.

RESUMO ETAPAS 2018

1ª Etapa – 14.03 – Partida Simbólica: 11h15 –Vendas Novas/Serpa – 173,5km – Chegada Prevista: 15h43
2ª Etapa – 15.03 – Partida Simbólica: 10h45 – Beja / Sines – 205,2km – Chegada Prevista: 16h00
3ª Etapa – 16.03 – Partida Simbólica: 11h50 – Grândola/Arraiolos – 149,3km – Chegada Prevista: 15h43
4ª Etapa – 17.03 – Partida Simbólica: 10h15 – Monforte/Portalegre – 64,2km – Chegada Prevista: 11h58
5ª Etapa – 17.03 – 1º Corredor: 16h00 – Castelo de Vide/Castelo de Vide – 8,4km – Chegada Prevista: 18h27
6ª Etapa – 18.03 – Partida Simbólica: 11h55 – Castelo de Vide/Évora – 151,3km – Chegada Prevista: 15:36

TRADIÇÕES À PARTE

No ano passado, o espanhol Carlos Barbero (Movistar Team) pôs fim a uma das maiores tradições da “Alentejana” ao tornar-se o único corredor a vencer por duas vezes a Volta ao Alentejo em bicicleta.
Quebrada a tradição que vinha desde o nascimento da prova, em 1983, esta competição gozou, até 2017, de um estatuto desportivo único em todo o mundo porque de entre as competições por etapas realizadas sob a alçada da UCI era a única que nunca tinha sido ganha duas vezes pelo mesmo homem.
Tradições à parte, a “Alentejana” continua a ser uma das mais acarinhadas competições nacionais, que já fez brilhar alguns dos mais importantes corredores da história do ciclismo.
Há 30 anos, Joaquim Gomes, hoje director da prova, foi o vencedor da 6ª edição da Volta ao Alentejo.
Nesse já longínquo 1988 correu-se a mais longa prova de todos os tempos com 10 etapas no total.
Ao serviço do Louletano – Vale do Lobo, Gomes vestiu a Camisola Amarela Cerveja Cristal após um contrarrelógio individual de 13,5KM que ligou Castelo de Vide a Marvão.
Uma década depois, a “Alentejana” consagrou outro grande do ciclismo, o espanhol Melchor Mauri (ONCE) e há 10 anos Hector Guerra (Liberty Seguros) vencia a 26ª edição depois de ter alcançado a Camisola Amarela num contrarrelógio individual de 31KM entre Nossa Senhora das Neves e Beja.

Cartaz da 36ª Volta ao Alentejo

ÚLTIMOS VENCEDORES DA VOLTA AO ALENTEJO

2017 – Carlos Barbero (Movistar Team)
2016 – Enric Mas (Klein Constantia)
2015 – PawelBernas (Activejet Team)
2014 – Carlos Barbero (Euskadi)
2013 – Jasper Stuyven (Bontrager Cycling Team) …
Há 10 anos (2008) – Hector Guerra (Liberty Seguros)
Há 20 anos (1998) – Melchor Mauri (ONCE)
Há 30 anos (1988) – Joaquim Gomes (Louletano – Vale do Lobo)

EQUIPAS NA 36ª VOLTA AO ALENTEJO CRÉDITO AGRÍCOLA

Aviludo – Louletano – Uli (Portugal) (Escalão: Continental)
Efapel (Portugal) (Escalão: Continental)
LA.Alumínios (Portugal) (Escalão: Continental)
Liberty Seguros / Carglass (Portugal) (Escalão: Continental)
Miranda – Mortágua (Portugal) (Escalão: Continental)
Rádio Popular – Boavista (Portugal) (Escalão: Continental)
Sporting – Tavira (Portugal) (Escalão: Continental)
Vito / Feirense / Blackjack (Portugal) (Escalão: Continental)
W52/FC Porto (Portugal) (Escalão: Continental)
Team Euskadi (Espanha) (Escalão: Continental)
Caja Rural – Seguros RGA (Espanha) (Escalão: Continental Profissional)
Burgos – BH (Espanha) (Escalão: Continental Profissional)
Euskadi Basque Country – Murias (Espanha) (Escalão: Continental Profissional)
WB Aqua Protect Veranclassic (Bélgica) (Escalão: Continental Profissional)
Lokosphinx (Rússia) (Escalão: Continental) Team Wiggins (Reino Unido) (Escalão: Continental)
Peña Beniopa Ginestar (Espanha) (Escalão: Sub 23)
FGP/ CUBE / Bombarral (Portugal) (Escalão: Sub 23)
Fortuna/ Maia (Portugal) (Escalão: Sub 23)
Jorbi – Team José Maria Nicolau (Portugal) (Escalão: Sub 23)
Sicasal/Constantinos/Delta Cafés (Portugal) (Escalão: Sub 23)

AS MARCAS DA LIDERANÇA

Ao longo das seis etapas, o pelotão da 36ª Volta ao Alentejo Crédito Agricola vai lutar por quatro camisolas que representam outras tantas lideranças.
A mais desejada, a “Amarela” Crédito Agrícola, será entregue todos os dias provisoriamente ao corredor melhor classificado no somatório de tempos de cada etapa e ficará definitivamente com o vencedor final.
A Classificação Por Pontos terá como símbolo, pelo segundo ano consecutivo, a Camisola Preta Kia, enquanto o “Rei dos Trepadores” vai envergar a Camisola Castanha Delta Cafés.
O Prémio da Juventude será representado na Camisola Branca Fundação INATEL.
A competição é uma organização conjunta da CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Podium Events com o patrocínio de Crédito Agrícola; KIA; Delta Cafés; Fundação INATEL, RTP;   Vitalis; KTM Bikes; SHIMANO, DIETSPORT, PESTANA Pousadas; GSPORT; Jornal de Notícias; Antena 1; Cision; Centro de Informação Geoespacial do Exército; Infraestruturas de Portugal; GESAMB e com o apoio institucional de Turismo do Alentejo e Ribatejo; CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo; CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral e da Junta de Freguesia de Alcáçovas – Arte Chocalheira – Património Cultural Imaterial da UNESCO; e as Câmaras Municipais de Vendas Novas, Serpa, Beja, Sines, Grândola, Arraiolos, Monforte, Portalegre, Castelo de Vide e Évora.

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