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BeiraNews | Setembro 16, 2019

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Schulz anuncia “mudança de rumo” na política europeia da Alemanha

Schulz anuncia “mudança de rumo” na política europeia da Alemanha
José Lagiosa

O líder do Partido Social-Democrata (SPD) alemão, Martin Schulz, anunciou hoje uma “mudança de rumo” na política europeia no acordo de coligação alcançado com a CDU de Angela Merkel.

“Penso que conseguimos algo que será um novo acordar para a Europa e uma nova dinâmica para a Alemanha”, disse Schulz numa conferência de imprensa conjunta com Merkel para apresentar o acordo. O pacto é “o fundamento” para uma nova política europeia, que será expressa num “apoio tácito” à “linha do Governo francês” para “reformar a Europa e as suas instituições”, acrescentou.

Schulz orientou todo o processo de negociações de uma nova “grande coligação” para a necessidade de apoiar a proposta de reforma da União Europeia apresentada em setembro pelo presidente francês, Emmanuel Macron, com quem, disse, se manteve sempre em contacto.

“Só com um novo auge da Europa se pode garantir à Alemanha paz, segurança e prosperidade a longo prazo”, afirmam-se no acordo fechado esta quarta-feira entre a União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel, a União Social-Cristã (CSU) de Hörst Seehofer e o SPD de Schulz. O acordo não permite formar um governo de imediato, porque ainda tem de ser aprovado pela maioria dos mais de 460.000 militantes do SPD.

Merkel diz que acordo é a base para um “governo estável e bom” na Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, congratulou-se esta quarta-feira com o acordo de coligação alcançado com os sociais-democratas que considera ser a base para um governo “estável e bom” para a Alemanha. “Estou convencida de que este pacto de coligação […] é a base do governo estável e bom de que o nosso país precisa e que muitos no mundo esperam de nós”, disse a chanceler e líder da CDU numa conferência de imprensa.

Merkel falava numa conferência de imprensa conjunta com Seehofer e com Schulz para apresentar o acordo, concluído às primeiras horas desta quarta-feira, depois de onze dias de “intensas negociações” que, disse, “valeu a pena”. O acordo não permite formar de imediato um Governo, porque ainda tem de ser aprovado pela maioria dos mais de 460.000 militantes do SPD.

* Lusa / Foto: EP-EU

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