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Ponto de Vista… por Albertino Costa Veloso

Os políticos e o remanso do silêncio…

Não venho dizer nada que não se saiba há muitos anos. Venho só lembrar a podridão moral que afecta todo torrão lusitano.
Aqui ninguém trabalha sem ser em proveito próprio. E até nem seria muito condenável se os “primeiro eu e o resto que se lixe” alimentassem a sua ganância sem ser montados no dorso dos que acreditam neles.

Albertino Costa Veloso

Sabe-se que a política é a arte de viver bem pondo outros a viver mal. Também se sabe que Portugal pode ser auto-suficiente em quase tudo que cubra as necessidades mais elementares desde que bem gerido.
Mas não é isso que interessa àqueles que defendem manjedoura farta às custas dos sacrifícios das maiorias.
As carências que atormentam o povo não é assunto que os incomode nem é para as suprir que detêm as rédeas do poder.
O pior que um povo pode ter é partidos políticos a governá-lo. E elegê-los é entregar a casa aos ladrões, os quais, se a encontrarem aberta entram; se estiver fechada arrombam-na.
E tudo em nome da Lei, uma Lei (ou Leis) feita(s) à revelia de quem, pelo voto, os pôs a mandar.
Tenho na cabeça a algazarra produzida pelos partidos políticos na anterior campanha eleitoral.
Três ou quatro cidadãos, vacinados contra o vírus da corrupção e clientelismo, tiveram a coragem de se infiltrar numa parcela dominada por um dono bem identificado nesta parte da Beira Alta, mais precisamente no Concelho de Carregal do Sal, com o objectivo de consciencializar as pessoas no sentido dos seus direitos.
Esse pequeno grupo trazia um rótulo: PURP (Partido Unido dos Reformados e Pensionistas) e como era de esperar a recepção não foi a mais amistosa, o que fazia prever que iria ter vida difícil, como aliás aconteceu.
De insinuações a críticas veladas ou corrosivas; de obstrução e tentativas de sabotagem, o PURP foi alvo disso tudo.
Não obstante, conseguiu apresentar-se a eleições, cujo resultado desanimou os optimistas, mas trouxe indicadores de progressos futuros.
Se quisermos ser rigorosos na apreciação teremos de analisar a presença do PURP em todas as vertentes e não só a sua dimensão pelos escassos votos conquistados.
Vejamos: nestas paragens ninguém sabia da existência deste partido; o tempo para o apresentar foi muito escasso e o recrutamento inicial não foi muito feliz, revelando-se alguns “aderentes” uns exímios sabotadores com intenções óbvias…; partindo em desvantagem para uma campanha eleitoral em meios de apoio, o PURP contou apenas com as boas vontades dos seus simpatizantes, que não chegavam logicamente para cobrir o poderio económico dos dinossauros instalados; veio agitar as “forças do regime” com as propostas apresentadas, obrigando os opositores a plagiar e a desdobrarem-se em actividades nunca antes registadas.
Poder-se-ia dizer que os dinheiros públicos revelaram mais uma vez uma enorme força.
O PURP com a sua força da razão não ganhou em votos. Perdeu em confronto com os espectáculos musicais, com as feijoadas e sardinhadas grátis, mas ganhou um estatuto de seriedade.
Constituído por gente que tem o curso da vida, sabe o que é trabalho, chefia e orientar.
Merece-nos todo o apoio para que mais depressa venha a orientar esta grande empresa que é Portugal.
Tem demonstrado desde sempre estrita aproximação aos que mais precisam de protecção, com destaque para os reformados e pensionistas sem contudo perder de vista as outras camadas etárias.
Pode constatar-se isso todos os dias, mesmo não estando em campanha eleitoral, ao contrário dos outros que, fechadas as urnas, se “esqueceram” dos eleitores.
Um louvor ao BE que, a par do PURP, vai mantendo contactos com o eleitorado. PS, PSD, PCP e CDS estão a hibernar… Aparecerão em 2019…

* Albertino Costa Veloso, simpatizante do PURP

 

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