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BeiraNews | Setembro 26, 2018

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Só dois em cada cinco anúncios imobiliários online são submetidos por mulheres

Só dois em cada cinco anúncios imobiliários online são submetidos por mulheres
José Lagiosa
  • Apenas no arrendamento de quartos as mulheres ganham (55,2%)

  • Lisboa é a região que apresenta uma maior paridade de anunciantes (47,6% são mulheres)

    A responsabilidade de vender ou arrendar um imóvel parece ficar maioritariamente a cargo dos homens.

    Apenas 39,5% dos anúncios online de particulares publicados no idealista são submetidos pelo género feminino, contra os 60,5% publicados pelo sexo masculino, segundo um estudo realizado pelo idealista, a propósito do Dia Internacional da Mulher, assinalado no passado dia 8 de março.

    Em termos geográficos, é no Algarve que a percentagem de “mulheres anunciantes” é mais elevada (39,3%). Seguem-se o Alentejo (37,5%), o Norte (36,8%) e o Centro (33,4%).

    Por outro lado, é na Madeira onde o sexo masculino mais predomina nas operações imobiliárias domésticas, sendo apenas 31,6% dos anúncios publicados pelo sexo feminino.

    De referir que Lisboa é a região que apresenta uma maior paridade de anunciantes, sendo 47,6% dos anúncios publicados por mulheres.

    O tipo de operação que se pretende realizar, venda ou arrendamento, também marca a diferença no papel dos géneros.

    É no arrendamento que encontramos uma maior igualdade (45,2% dos anúncios pertencem a mulheres) do que nos anúncios de venda onde apenas 35,7% são submetidos pelo género feminino.

    Da mesma forma, em determinados tipos de produtos imobiliários, a probabilidade de encontrar um anunciante masculino é mais elevada.

    Somente 25,2% dos anúncios de terrenos estão a cargo de mulheres. Uma tendência que também se repete no caso das garagens (32,8%) e das lojas/armazéns (36,1%).

    No segmento escritórios, por seu turno, há um maior equilíbrio: 48,3% mulheres/51,7% homens. É apenas no arrendamento de quartos que encontramos uma percentagem de anunciantes femininos maior (55,2%).

    Os dados são revelados por um estudo realizado entre os utilizadores não profissionais que anunciaram os seus imóveis no idealista, o marketplace imobiliário de Portugal, entre 19 a 24 de fevereiro de 2018.

 

 

 

 

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