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Exposição homenagem a João Roiz de Castelo Branco no edifício dos ex-CTT inaugura dia 10

AMOR ÚNICA CHAMA: ESCULTURAS, CERÂMICAS E DESENHOS DE FRANCISCO SIMÕES

No contexto das comemorações dos 500 anos da morte do histórico poeta, referência do lirismo português, João Roiz de Castelo Branco e da sua “Cantiga Partindo-se”, vai receber uma exposição, a partir do próximo dia 10 de abril, no edifício dos ex-CTT, Casa Amarela.
Castelo Branco, que tem vindo a afirmar-se cada vez mais como uma cidade vocacionada para as artes, será palco nessa terça feira de um verdadeiro acontecimento no plano cultural e nacional, uma iniciativa da Câmara Municipal de Castelo Branco a que irá presidir o Ministro da Cultura, o Dr. Luís Filipe Castro Mendes.
Trata-se de uma grande exposição com o título: Amor Única Chama, de esculturas, cerâmicas e desenhos do artista e um dos nomes maiores da escultura contemporânea em Portugal, Francisco Simões, comissariada pela crítica de arte (A.I.C.A), Maria João Fernandes.
A mostra acompanha, e de algum modo dá expressão plástica, à obra de que são autores Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes: Cem Poemas (de Morrer) de Amor e Uma Cantiga Partindo-se, Antologia de homenagem a João Roiz de Castelo Branco, na poesia de língua portuguesa, do Séc. XIII ao Séc. XXI, uma edição RVJ Editores, com design gráfico de Inês Ramos e inteiramente patrocinada pela Câmara Municipal de Castelo Branco.
O livro integra-se numa linha de investigação dos autores, com expressão em outras antologias, o projeto de dar forma a uma Arte de Amar genuinamente portuguesa tal como se manifesta na poesia ao longo dos séculos.

Francisco Simões

A magnífica antologia agora publicada, já elogiada por Eduardo Lourenço, evoca o título, famoso a nível mundial, de Pablo Neruda: Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada e conta com capa e desenhos de Francisco Simões e com uma abertura de Guilherme de Oliveira Martins.
Apresenta sob o signo da “Cantiga Partindo-se”, poemas emblemáticos de cem poetas de expressão em língua portuguesa, incluindo brasileiros e africanos, entre nomes cimeiros da literatura e outros esquecidos e mesmo desconhecidos do grande público.
Pelo ineditismo a nível europeu e pela importância do tema (a relação amor/morte) estruturante da literatura ocidental, pela abrangência da recolha, da Idade Média aos nossos dias, pode considerar-se um marco fundamental para o estudo e a divulgação da poesia amorosa sem fronteiras.
Acompanha a edição uma belíssima serigrafia de Francisco Simões realizada por Paulo Lourenço.
Uma organização da Câmara Municipal de Castelo Branco, a exposição, cujo tema é o Amor e a celebração da mulher dá continuidade ao diálogo com a poesia característico da obra do reconhecido artista Francisco Simões que se notabilizou pelo seu excecional trabalho no Parque dos Poetas (2001-2013) e que ilustrou grandes nomes da nossa literatura como David Mourão Ferreira e Urbano Tavares Rodrigues.
Em correspondência com a poesia apresentada no livro de homenagem a João Roiz de Castelo Branco e reunindo algumas dezenas de obras, entre esculturas, cerâmicas e desenhos, a mostra dá forma ao arquétipo do feminino intemporal, emblemático da criação do autor, síntese de uma beleza humana, cósmica e divina.
Torso, escultura de Francisco Simões

Sobre o artista e a exposição pronuncia-se Maria João Fernandes: “Partindo da sensualidade, tão real como sonhada, das linhas do corpo, Francisco Simões recriou nas várias expressões da sua obra, o próprio arquétipo do feminino, conferindo-lhe a marca única do seu estilo e da sua invenção. Nas suas esculturas, desenhos e cerâmicas que hoje nos deslumbram com o luxo das suas formas, a depuração das suas linhas e o fulgor das suas cores, a iconografia da mulher é enriquecida com a frescura de uma sedução primaveril a que se junta uma perfeição quase divina numa osmose de sentido plástico e poético que a reinventa. Figura simultânea do esplendor das substâncias e do mágico halo que as habita. Verdadeira alma da natureza que funde o prazer dos sentidos e a irradiação do espírito, ela é a imagem viva e clara, esplêndida, do arquétipo fascinante que emerge do conjunto desta obra de um Mestre da arte contemporânea. Ela representa verdadeiramente o polo essencial de um diálogo amoroso que inclui o universo, o elo com uma realidade total, sensorial e mística, cósmica e divina, na luz e no perfume da cintilação do amor, que lhe deve o imortal brilho da sua eterna e única chama.”
Da inauguração constará, ainda, a apresentação da Antologia pela professora Maria de Lurdes Gouveia Barata e pelos autores e uma leitura de poemas (excertos) por Maria Paula Mendes e pelo poeta Gonçalo Salvado em diálogo musical com Joaquim Pires (Guitarra Clássica), membro do Trio Castro Leuca.
 
 
 
 

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