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Biografia do alcainense Ramalho Eanes apresentada em Proença-a-Nova


O primeiro presidente da República eleito após o 25 de abril, General Ramalho Eanes, é o primeiro biografado da coleção “Em Nome da Beira – Biografias”, livro apresentado em Proença-a-Nova no dia 31 de março.
O projeto da editora Alma Azul que versa sobre figuras incontornáveis da história local e nacional, contou com a presença do autor, Nelson Mingacho e da editora, Elsa Ligeiro.
Ao professor António Manuel Silva coube a tarefa de apresentar esta biografia não autorizada, ele que será autor de um dos livros desta coleção sobre o proencense Pedro da Fonseca.
Nas boas vindas, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova mostrou o seu agrado por acolher iniciativas destas no concelho, neste caso sobre um beirão – natural de Alcains – que teve impacto a nível nacional.
“É incontornável a figura do General Ramalho Eanes na nossa história contemporânea, além daquilo que representa e representou para o país pelo contributo que deu num momento difícil. Eu, que tenho uma idade muito menor, não vivi intensamente aquele período como aqueles que viveram o PREC, mas foi talvez das personagens da nossa história mais recente que, para mim, mais evoluiu no seu pensamento ao olhar para o mundo”, referiu João Lobo.
A editora da Alma Azul, Elsa Ligeiro, destacou a figura do jovem militar que se transformou numa figura nacional mas, acima de tudo, o facto de depois de se reformar ter decidido ser estudante de filosofia. “Alguém que aos 71 anos defende uma tese de doutoramento na Universidade de Navarra, em Espanha, e nos dá este contributo, nos alinha este pensamento com a sua experiência e com a sua vontade de saber mais e de transmitir algo, é para mim um orgulho enquanto alcainense e sobretudo enquanto editora”.
O autor da biografia, Nelson Mingacho, confessou ter hesitado em aceitar o convite para escrever o livro. “Achei que era um trabalho difícil pelas circunstâncias históricas do nosso país, mas depois fiquei mais tranquilo quando a editora me disse que o objetivo era produzir um trabalho simples para todo o tipo de público, um livro que qualquer pessoa pudesse ler independentemente dos seus hábitos de leitura, das suas qualificações e, sobretudo, também para o público jovem”.
Como jornalista, acabou por utilizar este método, apresentando os factos como eles aconteceram e não dando a sua opinião.
António Manuel Silva, professor de história, refletiu sobre o papel de Ramalho Eanes a seguir ao 25 de abril (e já antes desta data, no movimento de contestação ao regime), “ele que fez a transição do poder dos militares para o poder dos partidos políticos, nos eleitos pelo povo”.
Na sua opinião, “o Ramalho Eanes foi marcante na política portuguesa” e a história de Portugal não teria sido a mesma se ele não tivesse sido presidente.
Para além dos cargos de chefia que ocupou, outro facto foi preponderante: “Ele foi beber o seu carácter, a sua educação, a uma família beirã tradicional, religiosa, em que o pai e a mãe lhe ensinavam estes valores, lhe transmitiam esses valores logo desde pequenino. Isso remete para a importância da educação e da família. A matriz está lá e acompanhou-o sempre na vida dele”.
A Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova tem a biografia disponível para empréstimo e o livro pode ser adquirido através da Alma Azul.

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