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Livro de poesia de Gonçalo Salvado lançado no contexto da Exposição Amor Única Chama

Desenhos de Francisco Simões e fotografías de Manuel Magalhães

DENUDATA, livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos do escultor Francisco Simões e fotografias de Manuel Magalhães, figura cimeira da fotografia em Portugal (RVJ Editores) será apresentado, dia 10, no contexto da exposição Amor Única Chama.
A obra conta com um prefácio do poeta brasileiro Carlos Nejar, recentemente nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, e um texto de abertura de Maria João Fernandes.
Do prefácio de Carlos Nejar citamos:
“A poesia de Gonçalo Salvado, que se singulariza em grandeza na nova poesia portuguesa, com vários livros, agora mais ainda em Denudata, não se volta apenas ao amor como tema, ou busca, ou obsessão, é desnudez da linguagem, sede se despindo em corpo e corpo que se perfaz em alma.”
Do texto de abertura de Maria João Fernandes citamos:
“ A mulher na poesia de Gonçalo Salvado representa a maior luz, a maior energia possíveis, mistério capaz de inspirar, como o Sagrado, terror e maravilha. É plenitude do Ser devolvido à sua mágica essência que cintila numa luz total e transfigurante que em si abarca a noite.”

Gonçalo Salvado

“A poesia de Gonçalo Salvado, que se singulariza em grandeza na nova poesia portuguesa, com vários livros, agora mais ainda em Denudata, não se volta apenas ao amor como tema, ou busca, ou obsessão, é desnudez da linguagem, sede se despindo em corpo e corpo que se perfaz em alma. Pois se o corpo é luz, o firmamento sabe ser a perfeição do encontro. Num estado de êxtase, sendo esse mesmo corpo, uva, vinho no lagar dos sentidos.
Há um fulgor terrestre nos poemas, com a travessia da luz, atrás de um caráter de epiderme, pele, plangente tocar da matéria , como  se  o  hálito, entre sopro e ardor, arrastassem ao paraíso. O palpável no impalpável, o tangível no intangível. Transformando, camoneamente,  “o amador na coisa amada”. Não só pelo ato de muito  imaginar, mas bem maior, de ser “, Escreve Carlos Nejar.
“A mulher na poesia de Gonçalo Salvado representa a maior luz, a maior energia possíveis, mistério capaz de inspirar, como o Sagrado, terror e maravilha. É plenitude do Ser devolvido à sua mágica essência que cintila numa luz total e transfigurante que em si abarca a noite.
Mágica essência do feminino, igual à Primavera, a um oceano de estrelas a flores que amanhecem com o sol, igual a Vida, na esplendorosa chuva de metáforas dos poemas. E no entanto esta maior plenitude, este excesso de Vida, síntese alquímica de todos os opostos, não é contínua, ela manifesta-se no instante supremo do amor, onde vida e morte, sensualidade e sacralidade são um só fenómeno da consciência e do corpo. Epifania do corpo, porque para o poeta tudo passa pela paixão dos sentidos, por uma carnal embriaguez, idêntica à que o vinho provoca”, descreve Maria João Fernandes.
 
 
 
 

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