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Ana Margarida de Carvalho afirma no Fronteira que “Saramago é uma voz que faz falta ao país”


A sexta edição do Fronteira-Festival Literário de Castelo Branco fez, esta tarde sábado, uma avaliação do que mudou, ou não, vinte anos passados sobre a atribuição do Prémio Nobel a José Saramago.
Três mesas de debate discutiram e analisaram, se alguma coisa mudou, na literatura portuguesa, passados esses 20 anos, se “ a lusofonia é uma ficção” e se e quais “os autores de língua portuguesa se perfilam como potenciais Nobel?”
O auditório da Biblioteca Municipal, desta vez foi grande de mais para os pucos albicastrenses que brindaram os convidados com a sua presença.
Temos acompanhado todas as seis edições do Fronteira e nunca vimos algo parecido.
Não obstante, a contrariedade, os debates foram vivos e intensos com a primeira mesa de debate, constituída pelas jornalistas, Ana Margarida de Carvalho e Isabel Lucas e moderação de João Céu e Silva a discutirem as mudanças, se as houve, na literatura portuguesa durante estes 20 anos que passaram sobre a atribuição do Nobel a José Saramago.
“Mudou, porque foi o Saramago. A amplificação foi feita devida a ele”, assegura Ana Margarida de Carvalho.
Para tanto, terá contribuído o facto de “Saramago ter viajado pelo mundo, após o Nobel, divulgando a literatura portuguesa. Género Papa que teve uma notoriedade enorme” constata a jornalista, para reforçar de imediato a ”importância gigantesca ter sido o Saramago”
“Saramago é uma voz que faz falta ao país”, concluiu.
Já Isabel Lucas questiona se se deve falar de literatura portuguesa ou de literatura de língua portuguesa.
“Saramago aproveitou o prémio Nobel para passar a sua mensagem política”, refere Isabel Lucas.
“Saramago, a par de Pessoa é o autor português mais traduzido no mundo. Entretanto, após a sua morte, têm-se esvanecido o impacto da atribuição do Nobel a Saramago. Pode-se discordar do pensamento político dele [Saramago] e gostar-se da sua literatura”, acrescentou.
Recorde-se que José Saramago conquistou o Prémio Nobel, quando já tinha oitenta anos.
Foto: Beiranews
 

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