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25 Abril: PS evoca luta das mulheres pela liberdade e igualdade

A deputada socialista Elza Pais evocou hoje a história de “luta e resistência” de muitas mulheres portuguesas pela democracia, liberdade e igualdade, num discurso em que elogiou o combate do Governo contra as fraturas sociais.

Elza Pais, também presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, assumiu estas posições no discurso que proferiu pela bancada do PS na sessão solene comemorativa do 44º aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974 na Assembleia da República.
Para a dirigente socialista, celebrar o 25 de Abril “é recordar vidas de luta e resistência, é recordar as mulheres que viveram pela liberdade, tantas vezes esquecidas pela história, mas que estiverem sempre lá em momentos únicos e decisivos”.
“Discursaram, aderiram a causas, correram riscos, foram condenadas, sofreram incompreensões, injúrias e agressões, mas lutaram sempre, sempre, pela emancipação, pela educação e pela liberdade. Celebrar Abril é manter bem viva a memória e os legados de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher portuguesa, pioneira na Europa, a conquistar o direito ao voto”, disse, numa intervenção em que também evocou o legado de personalidades como Maria Lamas, Maria de Jesus Barroso e Maria de Lurdes Pintasilgo.
“É importante que as jovens e os jovens saibam o que andámos para aqui chegar. Saibam as batalhas duras, de resistência, das nossas mães e dos nossos pais, onde, muitas vezes, se jogava, tudo ou nada”, referiu Elza Pais, antes de homenagear “os capitães de Abril, de Salgueiro Maia a Vasco Lourenço”.
Na sua intervenção, a antiga secretária de Estado da Igualdade dos executivos liderados por José Sócrates falou também sobre avanços civilizacionais ocorridos já na presente legislatura com a garantia de “igual dignidade legal à hétero e à homoparentalidade”.
“Foi agora, neste mês Abril, que aprovamos nesta casa, com convergências diversas de vontades, leis civilizacionais contra o sofrimento humano – leis que irão quebrar o teto de vidro que impede as mulheres de chegarem aos lugares topo, de poder, onde realmente se decide”, declarou, numa alusão à proposta do Governo para o reforço da paridade nos cargos do Estado.
Elza Pais aproveitou então para observar que as mulheres são pioneiras na ciência e na matemática, são artistas, escritoras e cineastas.
“Não precisam de favores como disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, precisam que os seus direitos sejam cumpridos”, citou.
A presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas deixou também mensagens de apoio ao atual Governo, considerando que há agora “uma inquestionável vontade de corrigir as desigualdades e recuperar a esperança”.
“Assistimos hoje à maior criação de emprego dos últimos 19 anos. As famílias viram os seus rendimentos crescerem nos últimos dois anos e há hoje menos 80 mil pessoas em situação de pobreza. Vivemos uma nova realidade porque decidimos pôr fim à austeridade”, afirmou, aqui numa crítica ao executivo anterior PSD/CDS-PP.
Elza Pais falou ainda sobre a recente vaga de emigração no período de resgate financeiro de Portugal e da falta de oportunidades profissionais para os mais jovens.
“Cumprir a democracia e viver a liberdade é evitar fraturas e conflitualidades entre jovens e idosos, entre empregados e desempregados, entre patrões e trabalhadores, entre o interior e o litoral. Cumprir a Democracia e viver a Liberdade é não deixar mais que nenhuma mulher seja agredida ou assassinada numa relação de intimidade”, acrescentou.
*Lusa / Foto: ANTÓNIO COTRIM

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