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1º de Maio, Dia do Trabalhador

Comemora-se daqui a dois dias mais um 1º de Maio, Dia do Trabalhador.
Hoje a luta dos trabalhadores é muito diferente daquela que se travava há 20, 30 ou mesmo 40 anos atrás.

José Lagiosa

Hoje os trabalhadores têm de lutar por objectivos completamente diferentes. Lutar pelo direito ao emprego, mas ter simultaneamente noção que nada poderá ficar como dantes.
A evolução do mundo industrial, substituído por novas tecnologias trouxe alterações nas leis laborais, flexibilizando horários, tornando o despedimento mais fácil e mais barato.
Aqui importa defender, no entanto o essencial, garantir o despedimento com justa causa.
Portugal vive com o atual Governo, uma situação política até agora desconhecida mas que contrariamente, às previsões de alguns “iluminados” e para surpresa de muitos outros, tem funcionado.
Depois desta experiência política é imperativo nacional um consenso entre as centrais sindicais, para o aumento da produtividade de forma a garantir, por essa via, uma maior competitividade nos mercados quer nacional quer internacional e ajudar no mundo do trabalho ao que de positivo se está a conseguir a nível político.
Sacrificar agora, alguns dos princípios que defendemos, para garantir, no futuro, mais emprego, melhor emprego, onde a precariedade não seja a norma.
Sei que muitos dirão que este discurso é de direita e que não se pode cortar os direitos dos trabalhadores!
Mas eu pergunto: para que servem direitos se não houver emprego ou dinheiro?
Eu prefiro ser mais pragmático: prefiro mil empregos ainda que precários agora do que mais mil desempregados num futuro próximo.
Será que defendo que esta situação deve ser a regra? Obviamente que não. Acontece que no contexto actual o óptimo é inimigo do bom. E eu prefiro o essencial a nada!
A situação do país é muito complicada. Inseridos no espaço europeu, sem grande margem de manobra, com uma situação económica e financeira em recuperação, vejo com bastante preocupação o futuro imediato se, não soubermos aproveitar agora, a conjuntura positiva.
Tenho, no entanto, esperança que o futuro pode e vai ser melhor, com novos horizontes.
É certo que o horizonte que vejo se situa a uma distância de quatro a seis anos, mas o que importa é que saibamos aproveitar a atual situação, com esperança no horizonte, para podermos atingir patamares de desenvolvimento e crescimento que consolidem de uma forma positiva o sentimento de que valeram a pena as vontades e a experiência.
Olhar o futuro numa perspectiva global impõe-se, hoje em dia, como uma tarefa necessária para o bem-estar de um Povo que tem de aprender, prioritariamente, a saber viver consigo e com os seus de consciência tranquila, sem dogmas em relação ao passado, mas de igual forma, com determinação para almejar no futuro, objectivos condizentes com valores e padrões dignos de uma sociedade onde trabalhadores, empresários, consumidores, políticos e demais cidadãos, são cada vez mais peças de um jogo, num tabuleiro chamado Europa e onde o mais importante deveriam ser, e muitas vezes não são, as pessoas.
Lutar constantemente por menos desemprego, por melhores condições de vida, são objectivos que cada vez mais deixaram de ser nacionais para ser europeus.
Hoje a luta, mais do que de cada um de nós, tem de ser de todos nós, portugueses, espanhóis, franceses ou italianos. Agora mais do que nunca a luta têm de ser uma luta colectiva, em prol dos trabalhadores Europeus!
Saibamos ter a grandeza para deitar para trás das costas, os redutores valores nacionalistas que a nada conduzem e saibamos construir o nosso futuro assente numa identidade europeia que será sem dúvida e apesar de algumas vozes discordantes, o caminho do sucesso para os nossos filhos e netos.

*José Lagiosa, director do beiranews.pt

 

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