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Qualidade da água de albufeira de Castelo Branco sem qualquer alteração

A Águas de Portugal não registou qualquer alteração na qualidade da água da albufeira de Santa Águeda, em Castelo Branco, na sequência do aparecimento de peixes mortos nos últimos dias, afirmou hoje à agência Lusa o Ministério do Ambiente.

O Ministério do Ambiente explicou à Lusa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) teve conhecimento deste episódio no dia 27 de abril e confirmou que a água da albufeira de Santa Águeda apresentava uma “coloração esverdeada”.

“A APA esteve nesse dia no local, com uma equipa do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR), e os técnicos da APA recolheram amostras da água. Não recolheram peixes mortos porque estavam em elevado estado de decomposição”, sustentou.

A mesma fonte adiantou que, no mesmo dia, a APA contactou a Águas de Portugal que, à data, não tinha registado qualquer alteração na qualidade da água da albufeira, sendo que no dia seguinte, sábado, uma equipa da Águas de Portugal esteve também no local.

“Hoje, a APA foi de novo recolher amostras [de água] com vista à análise dos parâmetros de poluição”, afirmou a fonte do Ministério do Ambiente.

A mesma fonte explicou que as “conclusões sobre a origem desta situação, só após o conhecimento dos resultados analíticos”.

A associação ambientalista Quercus denunciou hoje o aparecimento de dezenas de peixes apareceram mortos nos últimos dias na albufeira de Santa Águeda, em Castelo Branco, e adiantou que a água apresentava uma coloração verde e um “cheiro nauseabundo”.

“A situação é de dezenas de peixes mortos e a água tem um cheiro nauseabundo e coloração verde, putrefacta. Além dos peixes, havia também pequenos animais e insetos [mortos]. Não era só peixes. Há ali claramente um problema na água, havia uma série de animais mortos junto à margem e tudo concentrado próximo de um cerejal”, explicou.

O Partido Ecologista “Os Verdes” questionou hoje o Governo sobre a situação de poluição recorrente na albufeira de Santa Águeda, cujo último episódio surgiu na terça-feira, com dezenas de peixes mortos.

A deputada Heloísa Apolónia quer saber quando é que o Ministério do Ambiente e por que via teve conhecimento da situação de cor esverdeada das águas da albufeira de Santa Águeda, da qual exalam maus odores fortes e onde foram encontradas várias espécies mortas, com predominância de peixes.

Heloísa Apolónia sublinha que a suspeita, segundo a organização ambientalista e a população local, recai sobre a pulverização de herbicidas nas cerejeiras, que ficam a uma curta distância da água da barragem, a partir da qual se faz abastecimento público de água para concelhos como Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova ou Vila Velha de Ródão.

“A população, em face de uma situação desta natureza, começa a duvidar da qualidade da água para consumo. O que tem o Ministério do Ambiente a dizer sobre estas dúvidas e receios legítimos”, questionou.

*Lusa

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